Hoje é o dia mais esperado por Michel Temer: o começo de seu governo. Mas, o que a sociedade brasileira deve esperar? O Democratize separou…

Vitória do impeachment no Senado: o que esperar do governo Temer?

Vitória do impeachment no Senado: o que esperar do governo Temer?Hoje é o dia mais esperado por Michel Temer: o começo de seu governo. Mas, o que a sociedade brasileira deve esperar? O Democratize separou…


Vitória do impeachment no Senado: o que esperar do governo Temer?

Foto: Lula Marques/Fotos Públicas

Hoje é o dia mais esperado por Michel Temer: o começo de seu governo. Mas, o que a sociedade brasileira deve esperar? O Democratize separou alguns dos “planos” estabelecidos pelo novo governo, incluindo medidas de austeridade e reajuste nas regras de programas sociais.

O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (11) o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

Para Michel Temer, isso significa uma vitória histórica: será o terceiro presidente pelo seu partido, PMDB — o terceiro no cargo por forma indireta, sem o voto popular. Mas para a sociedade civil?

Nos últimos meses o Democratize investigou sobre o projeto político traçado por Temer e seus novos aliados — entre eles os tucanos e os movimentos de rua que realizaram protestos contra a presidenta Dilma Rousseff.

Conforme noticiado, a Operação Lava Jato chega cada vez mais perto de Temer e de sua nova base aliada, incluindo tucanos como o senador Aécio Neves.

A expectativa é que as investigações continuem — mas a “publicidade” midiática sobre o caso não. Além disso, fechado com os movimentos pró-impeachment, Michel Temer deve ser blindado de manifestações de rua contra seu mandato, pelo menos por parte de grupos como o MBL e o Vem pra Rua, que devem participar diretamente da articulação política de Temer em Brasília.

Conforme a delação premiada de Delcídio do Amaral (PT), diversos executivos da Petrobras que foram condenados eram “apadrinhados” por Temer, ou seja, tiveram suas indicações a partir do vice-presidente.

Anteriormente, em agosto do ano passado, Temer já havia sido citado por Camargo, onde apontava que Fernando Baiano era “representante” do PMDB no esquema de corrupção na estatal — ou seja, seu possível “apadrinhado”.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Sobre a economia e programas sociais, a expectativa é de cortes e reajustes.

O plano “Uma Ponte para o Futuro”, documento lançado no final do ano passado pelo PMDB, estão previstos: revisão de gastos na área social e a criação de uma nova política para esse segmento (afetando programas como o Bolsa Família, PROUNI, entre outros), o fimd e subsídios, e até mesmo “alternativas” (leia-se: privatização) para tornar o SUS mais eficiente.

Para colocar isso em prática, Michel Temer deve estar preparado para conseguir controlar a opinião pública em torno de seu governo. E já tem um mecanismo de atuação bem específico sobre:

Porém, para evitar que o Brasil se torne uma ‘nova Argentina’, o Plano Temer deve contar com uma política muito mais repressiva contra sindicalistas e movimentos sociais, com o objetivo de manter a estabilidade política em Brasília, e assim evitar um possível descontentamento popular com casos de corrupção e a evolução da Lava Jato.

Seguindo essa linha, conforme informações do jornalista do UOL, André Shalders, a chamada “Bancada do Boi” solicitou ao então vice-presidente que a partir do momento em que ele assuma o cargo, coloque as Forças Armadas para mediar conflitos por terra no país.

Quando o assunto é ministérios, o mais esperado é o da Justiça, que deve ficar nas mãos do atual secretário de Segurança Pública do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, Alexandre de Moraes.

Antes, Moraes era cotado para assumir o posto de José Eduardo Cardozo. Em entrevista ao Democratize, a ativista de direitos humanos da ong Rio de Paz, Fernanda Vallim, criticou a possibilidade.

Segundo Vallim, “seria uma temeridade ter uma pessoa com o tipo de cultura de combate à criminalidade de Alexandre de Moraes na AGU. A cultura de Alexandre de Moraes consiste na criminalização da pobreza e em deixar correr soltos os grupos de extermínio dentro dos batalhões de polícia do Estado de SP”.

By Democratize on May 12, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: