Em ato contra a Máfia da Merenda, estudantes secundaristas foram atacados por policiais após trancarem vias no Centro. Um estudante chegou…

Violência policial marca mais um protesto de estudantes em São Paulo

Violência policial marca mais um protesto de estudantes em São PauloEm ato contra a Máfia da Merenda, estudantes secundaristas foram atacados por policiais após trancarem vias no Centro. Um estudante chegou…


Violência policial marca mais um protesto de estudantes em São Paulo

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Em ato contra a Máfia da Merenda, estudantes secundaristas foram atacados por policiais após trancarem vias no Centro. Um estudante chegou a ser detido, e vários ficaram feridos.

Nesta quarta-feira, dia 6 de Abril, estudantes secundaristas se reuniram para um ato no centro de São Paulo. A concentração começou na Praça da Republica as 14h.

No ano passado, 200 instituições de ensino foram ocupadas e a reorganização foi suspensa. Porém, neste ano mais de mil salas de aula foram fechadas. Os estudantes alegam que Estado pretende controlar a organização dos alunos dentro das escolas através dos grêmios estudantis, que serão eleitos obrigatoriamente em todas as instituições de ensino da rede estadual nos dias 13 e 14 de Abril.

Além disso, os secundaristas também reivindicam a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de desvio de verba da merenda escolar. Entre os envolvidos no esquema de corrupção estão Luiz Roberto dos Santos, o ‘’Moita’’, que é ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin, o presidente da Assembléia Legislativa, Fernando Capez (PSDB) e o tucano Fernando Padula,ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação.

Atualmente, os estudantes estão recebendo bolacha e suco no lugar das refeições básicas diárias.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

O objetivo era paralisar a Av. Ipiranga em frente a Secretaria da Educação, e depois seguir até a Avenida 23 de Maio. Porém, na Avenida Rio Branco o clima de tensão aumentou após os estudantes passarem entre uma barreira policial formada por motos da Rocam. Por volta das 16h40, a PM abordou arbitrariamente um manifestante. Quando questionado pela imprensa e pelos secundaristas, um policial alegou que foi um procedimento normal de trabalho e que apenas queriam revistar a mochila do estudante. O rapaz foi liberado em seguida.

Pouco depois, foram disparadas as primeiras bombas, e duas pessoas foram detidas. Os secundaristas se aglomeraram em volta das polícia no momento da apreensão, a fim de pressionar para que os manifestantes fossem liberados. A PM disparou spray de pimenta para dispersar a aglomeração. Uma estudante que foi atingida diretamente no rosto passou mal e precisou de atendimento médico.

O ato não desistiu de chegar no destino final, que seria a Avenida 23 de Maio, mas foi totalmente dispersado após a Tropa de Choque entrar em ação. Bombas foram disparadas mais um vez, e 3 estudantes ficaram com ferimentos profundos por conta dos estilhaços.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

A estudante Marcela de Jesus relata como reagiu aos momentos de tensão: ‘’Por conta do susto, eu e alguns manifestantes entramos dentro de uma ocupação de moradia, mas fomos expulsos. O nosso foco era chegar na Av. 23 de Maio, mas o Choque nos barrou e eu estou com um pedaço de estilhaço na orelha’’.

Por volta das 18h, os secundaristas se reagruparam novamente próximo ao Teatro Municipal e decidiram que o novo destino seria a Avenida Paulista. O ato já contava com bem menos manifestantes, mas mesmo assim os estudantes travaram um cruzamento na principal via de São Paulo. O ato se encerrou por ali por volta das 20h30.

A próxima mobilização está marcada para essa sexta-feira na APEOESP, onde irá ocorrer uma assembleia. Desta vez contará com a participação e apoio de professores da rede estadual.


Reportagem por Mariana Lacerda, jornalista e colaboradora da Agência Democratize

By Democratize on April 7, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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