Só no primeiro semestre de 2016, uma média de oito manifestações trabalhistas ocorreram por dia na China, significando um aumento de 18,6…

Uma onda de greves surge nas fábricas da China

Uma onda de greves surge nas fábricas da ChinaSó no primeiro semestre de 2016, uma média de oito manifestações trabalhistas ocorreram por dia na China, significando um aumento de 18,6…


Uma onda de greves surge nas fábricas da China

Foto: Billy H.C. Kwok/The Washington Post

Só no primeiro semestre de 2016, uma média de oito manifestações trabalhistas ocorreram por dia na China, significando um aumento de 18,6% em relação ao período em 2015.


Segundo o China Labour Bulletin, houve alguns sinais de “estabilização” na economia chinesa no primeiro semestre de 2016, mas, apesar disso, o número de conflitos trabalhistas aumentou.

De acordo com os números da CLB (naturalmente, muito inferior à realidade), no primeiro semestre de 2016 houve 1.454 protestos trabalhistas, enquanto no mesmo período do ano passado, houve 1.224. Comparando os números de conflitos trabalhistas no primeiro semestre de 2016 com os registrados em 2015, podemos analisar que houve um aumento de 18,6%.

Salários atrasados, encerramento de empresas e falta de descontos para a segurança social foram os principais motivos das paralisações.

Cerca de 40% dos conflitos foram no setor da construção. O CLB alerta que há uma distorção sazonal, no que se refere aos conflitos neste setor, em que os protestos e paralisações por salários em atraso são sempre mais elevados nas férias do Ano Novo Lunar.

A ONG considera que, por setor, é mais significativo o aumento dos protestos nos Transportes — de 127 no primeiro semestre de 2015 para 205 em 2016. O aumento das paralisações neste setor é justificado pela mobilização dos taxistas, que representam 85% dos conflitos no setor, devido ao aumento da concorrência, provocado pelo crescimento de serviços de transporte como o Uber.

O número de greves no setor mineiro quase duplicou em relação ao período do ano anterior — de 41 para 74. O aumento do conflito reflete, segundo a ONG, a redução do setor, em que se prevê a perda de um milhão de postos de trabalho nos próximos anos.

Já na indústria transformadora baixou ligeiramente de 363 para 356. Cerca de 55% deste número ocorreu nas províncias costeiras de Guangdong, Zhejiang, Jiangsu e Shandong. Segundo a CLF, isso reflete a maior redução da produção na zona de maior crescimento econômico da China.

A ONG assinala também que os protestos não aumentaram, como se previa, na zona nordeste da China (províncias de Lianing, Jilin e Heilongjiang), onde predomina as empresas da grande indústria estatal.

A CLB prevê um aumento de greves nos setores de serviços e de comércio, uma vez que nessas áreas há muitos trabalhadores sem contrato de trabalho ou segurança social, predominando horários excessivos e bruscas mudanças de condições de trabalho e salariais. A ONG justifica a tese com recentes lutas de trabalhadores e trabalhadores do Walmart, da Neutrogena e da China Unicom.

By Democratize on August 10, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: