“O que aconteceu hoje foi um verdadeiro massacre”: o desabafo vem de uma das alunas que estava presente na manifestação feita por alunos na…

“Um verdadeiro massacre”

“Um verdadeiro massacre”“O que aconteceu hoje foi um verdadeiro massacre”: o desabafo vem de uma das alunas que estava presente na manifestação feita por alunos na…


“Um verdadeiro massacre”

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

“O que aconteceu hoje foi um verdadeiro massacre”: o desabafo vem de uma das alunas que estava presente na manifestação feita por alunos na região do centro no final desta tarde. A ação repressiva de Geraldo Alckmin acumulou em um só dia mais de 20 presos e dois feridos, além de imagens fortes e cicatrizes.

A guerra do governo do estado de São Paulo contra os alunos secundaristas que já ocupam mais de 200 escolas começou. Escolas invadidas por homens encapuzados, PM e funcionários do governo quebrando cadeados, e uma ação repressiva brutal na última terça-feira (1). Mas nesta quinta-feira, foi ainda pior.

Alunos continuaram com os chamados “trancaços”, onde escolhem avenidas movimentadas pela cidade em horários de pico e se manifestam parando o trânsito com faixas e cadeiras escolares.

Na manhã, a região escolhida foi a de Pinheiros, próximo da escola estadual Fernão Dias Paes, uma das primeiras a serem ocupadas pelos estudantes. Segundo informações recolhidas pelo Democratize, cerca de 6 pessoas foram detidas — sendo três maiores de idade, que continuam presos e responderão por dano ao patrimônio e corrupção de menores. Os três menores foram liberados posteriormente.

Uma das manifestantes é Andreza, que acusou através das redes sociais de ter sofrido além da brutalidade policial, assédio sexual por parte dos oficiais. Até o momento, a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança não se posicionaram sobre o caso.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Durante a tarde, o Ministério Público de São Paulo e a Defensoria Pública anunciaram em coletiva uma ação na Justiça exigindo ao governo do estado de São Paulo a suspensão do projeto de reorganização escolar:

“Imagine se 300.000 alunos da rede privada de ensino fossem obrigados, do dia para a noite, a mudar de escola sem maiores explicações?”, questionou Daniela de Albuquerque, defensora pública. “Nenhuma criança pode ser obrigada a sair da sua escola”.

Poucas horas depois, alunos decidiram realizar mais um trancaço, desta vez na região do Centro, nas proximidades da 25 de março.

Lá, a repressão e a brutalidade da PM foi ainda mais eficaz e chocante. Com um verdadeiro cerco feito pela Tropa de Choque, os estudantes ficaram ilhados em meio a bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Cerca de 14 pessoas foram presas em uma operação de guerra feita pela polícia com o objetivo de “liberar as vias”.

Fotos: Felipe Malavasi/Democratize

Segundo informações enviadas ao Democratize, todos os detidos foram liberados no final da noite desta quinta-feira. Porém, pelo menos um manifestante ficou ferido após agressão física partindo dos policiais.

Após uma semana agitada, o governador Geraldo Alckmin determinou mais uma reunião entre alunos, professores e Secretaria da Educação para debater um possível acordo em comum para encerrar a mobilização. Porém, através de funcionários do governo, foi informado na mídia de que “não existe a menor hipótese da gestão estadual abrir mão da reorganização escolar”.

Pelo menos mais quatro manifestações estão programadas para sexta-feira e sábado: logo cedo, às seis da manhã, alunos da USP e de escolas ocupadas nas proximidades do Butantã devem realizar manifestações na região. De tarde, professores programaram ato na região da Praça Roosevelt, às 15 horas. E de noite, às 20 horas, ciclistas organizam ato e pedalada a favor das ocupações e contra o projeto de reorganização defendido pelo governo do PSDB em São Paulo.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

By Democratize on December 4, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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