Pela segunda vez em poucas semanas, um milhão de pessoas protestaram por todo o Chile pelo fim do sistema de Segurança Social apoiado nos…

Um milhão de pessoas protestam no Chile contra políticas neoliberais

Um milhão de pessoas protestam no Chile contra políticas neoliberaisPela segunda vez em poucas semanas, um milhão de pessoas protestaram por todo o Chile pelo fim do sistema de Segurança Social apoiado nos…


Um milhão de pessoas protestam no Chile contra políticas neoliberais

Foto: Esteban Garay/EFE

Pela segunda vez em poucas semanas, um milhão de pessoas protestaram por todo o Chile pelo fim do sistema de Segurança Social apoiado nos fundos de pensões privados, imposto pela ditadura de Pinochet.


Os aposentados chilenos estão sofrendo as consequências da privatização do sistema de pensões no Chile em 1981, que lhes paga uma reforma correspondente a cerca de um terço do salário da vida ativa. Os protestos pelo fim do sistema privado de pensões subiram de tom nas últimas semanas, juntando mais de 1 milhão e 300 mil pessoas nas ruas do Chile neste domingo (21), segundo os organizadores.

A presidente Michelle Bachelet, que já tinha prometido a reforma do sistema após a primeira manifestação, no dia 24 de julho, voltou a garantir que pretende reforçar o caráter solidário do sistema de pensões, aumentando de 10% para 15% a taxa das contribuições para o sistema num prazo de dez anos, com a diferença a ser paga pelo empregador.

“Estamos trabalhando para solucionar o sistema de pensões. Obviamente, os problemas nãos e ultrapassam da noite para o dia, mas vamos trabalhar para que as mudanças aconteçam o quanto antes”, declarou a presidente chilena, citada pelo diário La Nación.

Centenas de milhares protestam em Santiago contra o sistema privado de pensões, neste domingo (21) | Foto: Reprodução/Twitter

Por outro lado, os organizadores da manifestação prometem “não descansar até conseguir que as nossas poupanças deixem de estar ao serviço dos grupos econômicos e que de uma vez por todas se ponham ao serviço de quem são os seus verdadeiros proprietários: os trabalhadores e trabalhadoras”. Caso o governo não avance rapidamente no sentido de acabar com o sistema privado de pensões, o porta-voz do movimento, Luis Mesina, anunciou um novo protesto nacional para o dia 4 de novembro.

O sistema de pensões privado foi criado pela ditadura de Augusto Pinochet, considerada um dos laboratórios do neoliberalismo da escola de Chicago. As Administradoras de Fundos de Pensões (AFP), entidades financeiras privadas, gerem as contribuições dos trabalhadores (10% do salário mais a comissão paga à entidade gestora) e determina o valor da pensão com base na rentabilidade dos montantes descontados. Ou seja, em vez do montante fixo e conhecido antecipadamente, a pensão de dez milhões de chilenos está dependente da flutuação dos mercados.

Apesar das AFP apresentaram seus lucros (que aumentaram 71,4% nos primeiros meses de 2015 em relação ao ano anterior, segundo fonte do setor citada pela BBC), quando chegam à idade de aposentadoria, os chilenos são surpreendidos com pensões mensais abaixo dos 250 euros.

By Democratize on August 23, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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