Depois de muitos boatos, os pré-candidatos à prefeitura do Rio, com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e os deputados federais…

Triângulo de esquerda no Rio em eventual segundo turno terá Freixo, Molon e Jandira

Triângulo de esquerda no Rio em eventual segundo turno terá Freixo, Molon e JandiraDepois de muitos boatos, os pré-candidatos à prefeitura do Rio, com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e os deputados federais…


Triângulo de esquerda no Rio em eventual segundo turno terá Freixo, Molon e Jandira

Foto: Reprodução/Facebook

Depois de muitos boatos, os pré-candidatos à prefeitura do Rio, com o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) e os deputados federais Alessandro molon (Rede) e Jandira Feghali (PCdoB) resolveram fechar um acordo de apoio mútuo em um eventual segundo turno — sendo que a possibilidade de chapa única foi descartada. Um avanço para a unidade da esquerda ou uma aliança desnecessária?


Em 2014, durante as eleições para governador do Rio de Janeiro, muito se falou sobre o erro estratégico do PT e do PCdoB em apoiar a candidatura do senador Lindberg Farias com a Frente Popular, reunindo partidos como PT, PV, PSB e PCdoB. Não por acaso, a coligação conseguiu apenas 10% dos votos, ficando atrás do ex-governador Anthony Garotinho (PR) que conseguiu 19,73% — ambos ficando fora do segundo turno, entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). Pezão conquistou a vitória posteriormente, mantendo o Rio de Janeiro como estado-chave para o PMDB.

Mas o que mais surpreendeu foi a proximidade do candidato Tarcísio Motta, do PSOL, do senador petista: Tarcísio conseguiu, sem coligação, cerca de 712.734 votos (ou seja, 8,92%).

Era um sinal de que, caso a Frente Popular tivesse apoiado o candidato do PSOL (ou vice-e-versa), a situação hoje poderia ser diferente.

Dois anos antes, na eleição municipal, o PCdoB optou por apoiar em coligação o candidato do PMDB e atual prefeito, Eduardo Paes, que conquistou sua reeleição naquele ano. O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, conquistou 28,15% dos votos, através de uma campanha histórica. Demorou para que a militância do PCdoB e do PT — que posteriormente apoiaria oficialmente o prefeito Eduardo Paes — acordassem.

Mas parece que os próximos dias serão diferentes.

Pré-candidatos para a prefeitura, tanto Freixo quanto Jandira Feghali (PCdoB) como Alessandro Molon (Rede) decidiram por criar um “triângulo de esquerda” para um eventual segundo turno. Porém, a possibilidade de uma coligação de chapa única não foi nem discutida por ambos os pré-candidatos.

Deve ser a candidatura de Molon, ex-PT, que irá conquistar o apoio de partidos como PV e PPS para sua candidatura. Na próxima segunda-feira o deputado federal deve se reunir com ambos os partidos para fechar uma aliança e coligação.

Já o PSOL, com Freixo, deve tentar aliança com os partidos de esquerda “não-institucionais”, como PSTU, PCB e PCO.

Enquanto isso, o PCdoB tenta atrair o Partido dos Trabalhadores para mais uma batalha contra o PMDB.

A pré-candidata e deputada federal Jandira Feghali | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Mas o que os jornalistas e analistas políticos do Democratize pensam sobre essa aliança? Veja a opinião do co-fundador da agência, Francisco Toledo, e do repórter e blogueiro do ImprenÇa, Victor Amatucci:

“Na minha opinião o campo progressista deveria se unir em torno de uma candidatura só. Está claro que Freixo e Molon — que deixou o PT especificamente para essa disputa — estão há tempos na briga pela disputa da prefeitura e os objetivos pessoais dificilmente os fariam abrir mão da candidatura. Jandira que parece chegar agora na disputa também dificilmente abriria mão.

Uma pena, já que a união desses campos, ainda que com suas diferenças de pensamento, poderiam dar força a uma cidade onde o campo conservador parece ganhar cada vez mais força. Com alguma sorte um deles chega ao segundo turno e os demais apoiam, mas era melhor não depender muito dos ventos em um período tão duro para a esquerda brasileira.” — Victor Amatucci

“Uma coligação de apoio em um eventual segundo turno não significa necessariamente que o PSOL e a Rede tenham se deixado levar pelo jogo político já praticado pelo PT e pelo PCdoB. Vale lembrar que uma coisa é apoiar o candidato durante o segundo turno, e outra é participar ativamente desse governo posteriormente caso vencedor.

Mas mesmo que isso ocorra, penso que pode atrair fatos positivos essa aliança. Claro, é sempre bom lembrar que o PT e PCdoB abriram mão de apoiar candidaturas de esquerda no passado para abraçar o PMDB e colocar o Rio de Janeiro nas mãos de governos autoritários e corruptos. Agora com o impeachment e a onda de anti-petismo, eles estão tentando ao máximo voltar para onde tudo começou: pra esquerda. Veremos se isso vai dar certo. Mas não custa a tentativa e o aprendizado, mais uma vez.” — Francisco Toledo

By Democratize on June 4, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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