Em matéria publicada no site G1, é clara a tentativa da grande mídia de associar a morte da de Rayzza Ribeiro, de 21 anos, a um evento que…

Tentativa da grande mídia de criminalizar as ocupações no RJ passa dos limites

Tentativa da grande mídia de criminalizar as ocupações no RJ passa dos limitesEm matéria publicada no site G1, é clara a tentativa da grande mídia de associar a morte da de Rayzza Ribeiro, de 21 anos, a um evento que…


Tentativa da grande mídia de criminalizar as ocupações no RJ passa dos limites

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Em matéria publicada no site G1, é clara a tentativa da grande mídia de associar a morte da de Rayzza Ribeiro, de 21 anos, a um evento que ela teria participado na ocupação do Colégio Estadual Miguel Couto (21), em Cabo Frio, Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro.


O site do G1 estampa: “Jovem desaparece ao deixar escola ocupada no RJ e é encontrada morta”.

Mas não foi exatamente assim,

A matéria informa que o corpo da jovem, foi encontrado no dia 23/05, carbonizado e com marcas de violência, na cidade vizinha de São Pedro da Aldeia. O caso está sendo investigado pela 125 delegacia de polícia da região. A página da ocupação do C.E. Miguel Couto publicou uma nota, explica o ocorrido:

“Nós, do ocupa Miguel Couto, viemos, através desta nota,prestar solidariedade à família de Rayzza Ribeiro. Rayzza havia ido ao evento que aconteceu na ocupação do Miguel Couto, mas foi vista por último no Boulevard Canal, em Cabo Frio. O assassinato de Rayzza só mostra a gritante violência contra as mulheres em nosso país. Uma covardia que vai ficar marcada pra sempre; marcada na dor e sofrimento de sua família e amigos.

A falta de segurança em nossa cidade, em nossos colégios, em nossos bairros, resulta em tragédias como esta. Repudiamos toda forma de violência e repressão!!! Que fique de exemplo para nossas autoridades que, o trabalho que eles prestam, ainda não é o suficiente para que a população ande tranquilamente nas ruas. ‪#‎ocupamiguelcouto‬”

Foto: Reprodução/Facebook

A imagem que a grande mídia tenta reproduzir, é de que supostamente no evento, teria havido consumo de bebidas e drogas, mas para quem conhece as ocupações de perto, sabe, que há uma proibição rígida, no uso dessas substâncias dentro das escolas. Em nota, a página ‘’Unidade Secundarista — OcupaTudo RJ” também se posiciona sobre o ocorrido:

“Ratificamos que o evento Ocupa Rock do dia 21, realizado no Colégio Miguel Couto — Rua treze de novembro, Cabo Frio — ocorreu com intuito de arrecadar alimentos já escassos para os alunos da ocupação que lutam por melhorias na educação precarizada do estado, além de estabelecer socialização entre os mesmos.”

Como a falta de diálogo com o governo e o não atendimento das suas pautas gerais e específicas das escolas ocupadas, começamos a ver uma forte tentativa de repressão contra as ocupações: (1) por parte do estado com o uso de força policial, (2) por estudantes que foram incentivados pela Secretaria de Estado de Educação a criarem movimentos de “desocupação”, e (3) agora com a grande mídia que associa a morte de uma jovem a um evento de uma ocupação. Ocupar é mesmo resistir a tudo isso, na luta a favor da melhoria da educação pública, gratuita e de qualidade.


Texto e reportagem por Bárbara Dias, da Agência Democratize no Rio de Janeiro

By Democratize on May 26, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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