Sem medalhas para o governo brasileiro: com o país em 102ª lugar no ranking mundial da ONU para expectativa de vida, presidente interino…

Temer ignora posição do Brasil no ranking de expectativa de vida para modificar previdência

Temer ignora posição do Brasil no ranking de expectativa de vida para modificar previdênciaSem medalhas para o governo brasileiro: com o país em 102ª lugar no ranking mundial da ONU para expectativa de vida, presidente interino…


Temer ignora posição do Brasil no ranking de expectativa de vida para modificar previdência

Foto: Lula Marques/AGPT

Sem medalhas para o governo brasileiro: com o país em 102ª lugar no ranking mundial da ONU para expectativa de vida, presidente interino ignora dados e usa como referência “padrão mundial” para modificar a Previdência.


No último domingo (17), o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, falou sobre parte dos planos do presidente interino sobre a reforma da Previdência.

O governo de Michel Temer quer permitir aposentadoria só a partir dos 70 anos, e essa deve ser a tendência adotada pela sua base aliada. Segundo o jornal O Globo, a intenção do presidente interino é enviar duas faixas do projeto para o Congresso: a primeira, de 65 anos; e a segunda, de 70 anos, para ser aplicada “só daqui a 20 anos”.

Segundo Padilha, o Brasil precisa seguir a tendência internacional, que segue uma espécie de “regra geral de 65 anos, com alguns países apontando para 70”.

Porém, o governo interino ignora a posição do Brasil no ranking das Nações Unidas (ONU) sobre expectativa de vida.

O Brasil ocupa a 102ª posição no ranking, com uma média de 72.24 anos de idade em expectativa de vida, atrás de países como a Letônia, Argélia, Egito e Colômbia.

Foto: Lucy Nicholson/Reuters

Segundo o grupo Auditoria Cidadã da Dívida, que se opõe ao projeto de Temer para a previdência, “em um país como o Japão, no qual a expectativa de vida é de 85 anos, podemos compreender que a idade mínima para se aposentar seja aos 65 anos” — diferente do Brasil, onde se formos seguir a média, o cidadão se aposentadoria apenas sete anos antes de falecer.

Por exemplo: a própria Colômbia, que está no 92ª lugar no ranking de expectativa de vida da ONU (72.92 anos), preferiu modificar a previdência em 2014 de forma mais moderada, aumentando de 55 para 57 anos (para as mulheres) e de 60 para 62 anos (homens) a idade mínima para requerer a aposentadoria.

O modelo mais defendido pela base de apoio ao presidente interino é exatamente o que deu errado: o do Chile, que contava com um sistema previdenciário privatizado desde 1982. O país, que é o melhor colocado da América Latina em expectativa de vida, ocupando a 34ª posição no ranking da ONU, se viu obrigado a debater na última década sobre o sistema. Com um projeto de alterações aprovado no Congresso em 2008, a nova reforma não revoga as mudanças impostas pelo ditador Augusto Pinochet, mas procura remediar os estragos sociais causados pela introdução do sistema de contas individuais de capitalização, gerido por Administradoras de Fundos de Pensão (AFPs) privadas.

Para a Auditoria Cidadã da Dívida, “o Brasil é extremamente desigual em distribuição de riqueza, o que reflete no peso do trabalho desenvolvido por trabalhadores”. Isso significa que “os mais pobres, em média, serão obrigados a trabalhar até morrer”.

By Democratize on July 20, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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