Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Temer gastou (de novo) mais de R$108 mil em jantar com senadores

Segundo fonte direta do Planalto, o presidente Michel Temer (PMDB) gastou mais de R$108 mil reais com o jantar de gala com senadores nesta quarta-feira (26) para debater sobre a PEC 241. Valor ainda não inclui as bebidas que foram consumidas no evento. É a segunda vez que Temer realiza um banquete com verba pública para convencer políticos sobre a “necessidade de corte de gastos”.

Em apenas um mês, foram mais de R$208 mil totais gastos com eventos promovidos pelo presidente Michel Temer (PMDB) para falar com a classe política sobre a “necessidade de conter os gastos públicos”. Ambos os banquetes foram pagos com verba da União.

No dia 9 de outubro, foram os deputados que haviam sido convidados para o jantar de gala. Neste, mais de R$100 mil foram gastos – segundo fonte exclusiva da Agência Democratize no Planalto. Naquele dia, pelo menos 200 parlamentares compareceram ao jantar no Palácio da Alvorada. Durante o evento, Temer deixou claro que não será admitido qualquer oposição ao projeto, que visa congelar por 20 anos qualquer investimento nas áreas da Educação e Saúde.

Agora, foi a vez dos senadores.

Isso porque a Câmara dos Deputados já aprovou em duas votações a PEC 241 – da última vez nesta semana. A matéria foi votada com facilidade para o governo, mesmo com o projeto sendo o motivo de protestos ao redor do país. Mais de mil escolas e centenas de universidades públicas estão ocupadas contra o corte de gastos da PEC, além da MP do Ensino Médio.

Mas a opinião dos estudantes não tem sido considerada pelo governo até o momento.

Com os senadores, o jantar teve menos convidados – mas foi tão caro quanto o primeiro. Segundo a mesma fonte na assessoria de imprensa do Planalto, desta vez foram R$108 mil gastos para a realização do jantar. Isso sem mencionar o valor das bebidas – que não foi incluso.

O motivo do jantar de gala, realizado com dinheiro público, foi o mesmo: debater sobre a necessidade de conter os gastos da União e, consequentemente, a necessidade de aprovação da PEC 241.

Em resposta, ativistas se organizaram para “atrapalhar” o jantar entre Temer e os senadores, enviando mensagens de SMS e WhatsApp criticando a PEC. O senador Álvaro Dias (PV) chegou a responder um dos ativistas com a mensagem: “Vai Trabalhar!”.

O projeto de congelamento de gastos da União será votado mais duas vezes, desta vez pelo Senado Federal. O governo tem a expectativa de repetir o mesmo que ocorreu na Câmara. Caso o projeto seja aprovado, será um passo importante para Michel Temer encaminhar outros temas ainda mais delicados para o Congresso, como a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

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