Foto: Kauê Pallone/Democratize

Servidores prometem greve geral – veja como a austeridade afeta cada um deles

Servidores do Estado do Rio de Janeiro foram as ruas hoje novamente, para mais um ato contra o projeto de austeridade do Governo, o “pacote de maldades” do Pezão. Houve uma reunião com representantes sindicais de vários setores do funcionalismo, com líderes dos partidos, deputados e com o presidente da casa,  Jorge Picciani. Alguns itens do já foram retirados, no entanto, o objetivo dos servidores é que todo o pacote seja suspenso.

Nessa reunião com deputados e lideranças do Governo,  foram propostas várias alternativas de  tirar o Estado da Crise, dentre elas que seja cumprindo o teto salarial constitucional de secretários de governos, promotores e juízes; fim de cargos comissionados, diminuindo o número de assessores parlamentares; e que a Alerj inicie a CPI das isenções fiscais e a CPI da Rio Previdência.

Essas CPIs seriam importantes para moralizar o Estado e investigar a má gestão e corrupção do Governo PMDB no Rio de Janeiro, contudo, a abertura das CPIs foi a principio negada pelo presidente, Jorge Picciani, que vale lembrar integra também a base do Governo do PMDB.

A diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE RJ),  Marta  Moraes, que participou da reunião com os deputados, afirmou que a saída para crise encontra-se numa mudança e que o Governo “tenha o mínimo de dignidade e em vez de legislar para empresários e para os empreiteiros, que legisle para a população do Estado e para os servidores do Estado.”

Segundo a diretora sindical, a revisão de isenções fiscais e a eliminação de mais de 50 mil cargos comissionados e a cobrança da divida Estadual, permitiria o Estado ter suas finanças regularizadas, sem que seja necessário passar essa conta para o Servidor Público, como quer Pezão.

Na próxima terça, dia 29/11 haverá um novo ato para que seja cobradas as propostas encaminhadas aos deputados, que podem ser tomadas pelo Governo para retirar o Estado da Crise, evitando o “pacote de maldades”, caso o Governo não retire o pacote, os sindicatos prometem uma Greve Geral, a partir de dezembro.

PERGUNTAMOS A SERVIDORES PÚBLICOS PRESENTES NO ATO, COMO ELES VIAM ESSE PACOTE E MALDADES DO PEZÃO

O bombeiro militar Mesac Efrain | Foto: Bárbara Dias/Democratize
O bombeiro militar Mesac Efrain | Foto: Bárbara Dias/Democratize

O bombeiro militar, Mesac Efrain, que esteve na reunião com os deputados nos disse que:

“Considera esse “pacote de maldades do Pezão” imoral e muito ruim, pois 18 itens já     foram declarados inclusive como inconstitucionais. Hoje foi pedida a CPI das isenções fiscais, sabemos que tem isenções que foram boas, mas também sabemos que existem contratos obscuros que precisam ser investigados, como, por exemplo, para casa de prostituição e para joalherias e outros setores que não trouxeram nenhuma contrapartida para o Estado. A prisão do Ex-Governador Sergio Cabral, deixou mais     claro ainda para a população carioca e Fluminense, que os servidores estão certos em     suas reivindicações. O problema do Estado e da crise, não é um problema do     servidores que é caro, do aposentado que é caro, da pensionista, o problema é da má gestão e da corrupção.”

O Professor José Carlos de Almeida, deu também sua opinião sobre o pacote:

“Esse pacote não recai apenas sobre os professores, mas sobre todos os servidores, se ele fosse implementado a 20 anos atrás, por exemplo, o salário mínimo que é de R$: 880,0 seria hoje de R$: 400,00, o triênio estaria congelado, e eu estaria recebendo apenas meu salário bruto, nós estamos lutando contra esse pacote de arrocho que é em cima de nós, que tem o salário baixo, o trabalhador comum. Na verdade isso tudo está atrelado a PEC 55, antiga 241, esse é um pacote , que vem de lá de cima, que o Estado tenta implementar para resolver essa “tal da crise”, mas a crise quem criou foram eles, e o pacote que eles tem que implementar é rasgar esse pacote da maldade e fazer um pacote começando por eles, cortando as mordomias, cargos, vale para faculdade do filho, e os salários que eles ganham, que é astronômico em relação a um salário de professor, por exemplo.”

O professor José Carlos de Almeida | Foto: Bárbara Dias/Democratize
O professor José Carlos de Almeida | Foto: Bárbara Dias/Democratize

Servidores Do Rio Ameaçam Greve Geral

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