Adotando nova estratégia, o Movimento Passe Livre conseguiu — enfim — terminar um protesto contra o aumento da tarifa no transporte público…

Sem polícia interferir, protesto contra tarifa termina de forma pacífica

Sem polícia interferir, protesto contra tarifa termina de forma pacíficaAdotando nova estratégia, o Movimento Passe Livre conseguiu — enfim — terminar um protesto contra o aumento da tarifa no transporte público…


Sem polícia interferir, protesto contra tarifa termina de forma pacífica

Foto: Alice V/Democratize

Adotando nova estratégia, o Movimento Passe Livre conseguiu — enfim — terminar um protesto contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo. Com duas manifestações simultâneas tendo no total mais de 10 mil pessoas participando, a Polícia Militar não interferiu no ato, terminando de forma pacífica. Porém, na volta para o metrô Consolação, houve confusão e prisões.

Depois de uma terça-feira que ficou marcada pelo massacre contra o direito de livre manifestação em São Paulo, o terceiro ato promovido pelo Movimento Passe Livre contra o aumento das passagens no transporte público terminou de forma pacífica.

Com duas concentrações em locais diferentes, o movimento aplicou uma nova estratégia que tinha como objetivo parar locais distintos de forma simultânea na cidade — uma no Centro, e outra na região da Faria Lima.

No total, mais de 10 mil pessoas participaram de mais uma noite de protestos na capital.

Foto: Alice V/Democratize

No começo da noite, ainda havia um grande temor por conta do aparato militar destacado para cobrir ambas as manifestações. Só na região do Centro mais de 500 policiais haviam sido convocados para acompanhar a manifestação, que teve a sua concentração no Teatro Municipal mais uma vez envelopada. Já na região do Largo da Batata, onde mesmo com chuva mais de 4 mil pessoas marcaram presença, o estado policial era um pouco menor — porém, não menos amedrontador.

Poucos foram os registros de confusão na noite de hoje. Inicialmente, durante o trajeto para a Avenida Paulista, uma bomba caseira explodiu nas mediações da Brigadeiro. Manifestantes acusaram um policial infiltrado de tentar causar distúrbios com a PM. Porém, por ordens superiores, a manifestação seguiu até a Paulista sem repressão.

Após o jogral de encerramento no Masp, os mais de 6 mil manifestantes caminhavam para ir embora quando nas mediações da estação do metrô Consolação, bombas de gás lacrimogêneo foram ouvidas.

A PM acusou alguns manifestantes de tentarem pular catracas, resultando no princípio de confronto. Até o momento, informações afirmam que dois manifestantes foram presos acusados de vandalismo.

A próxima manifestação já tem data marcada: será no dia 19 de janeiro, terça-feira, no cruzamento entre a Faria Lima e a Rebouças. Mais de 2 mil pessoas já confirmaram presença no evento pelo Facebook, em poucas horas após a criação da página.

Fotos: Fernando DK e Reinaldo Meneguim, para o Democratize

By Democratize on January 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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