Diversos coletivos e movimentos feministas tem repudiado as atitudes da ex-militante do Femen, Sara Winter. Envolvida com grupos…

Sara Winter: a “ex-feminista” que nunca foi feminista

Sara Winter: a “ex-feminista” que nunca foi feministaDiversos coletivos e movimentos feministas tem repudiado as atitudes da ex-militante do Femen, Sara Winter. Envolvida com grupos…


Sara Winter: a “ex-feminista” que nunca foi feminista

Foto: Reprodução/Youtube

Diversos coletivos e movimentos feministas tem repudiado as atitudes da ex-militante do Femen, Sara Winter. Envolvida com grupos neonazistas e sempre se auto-proclamando como de “direita conservadora”, Winter vendeu a imagem de ativista feminista que na realidade nunca existiu.

Reconhecida nacionalmente e pela grande mídia como “cara do feminismo brasileiro”, pode parecer um espanto saber que Sara Winter nunca foi de fato, feminista.

Mas diversos coletivos, páginas e movimentos feministas tem se mobilizado nos últimos dias para deixar bem claro que a ex-ativista nunca foi bem vinda no circulo de mobilização do movimento feminista no Brasil.

A página do Facebook, “Novas Regras da Internet das Minas”, que conta com mais de 20 mil seguidores, postou no dia 21 deste mês uma lista um tanto didática sobre o passado de Winter, que agora se apresenta como “uma nova cristã redimida pelo passado”, defendendo pautas conservadoras e de direita — as quais ela nunca deixou de defender por trás da cortina.

No post, a página cita o fato de Winter ter sido militante do Femen, famoso grupo que se apresenta mundialmente como feminista. “Um grupo altamente liberal, com políticas e organizações duvidosas, coordenadas por um homem”, detalha o post. De fato, um documentário produzido pela australiana Kitty Green revela que o fundador do Femen era um homem chamado Victor Svyatski, divulgado como “consultor” pelas porta-vozes do movimento.

O post ainda cita o envolvimento de Sara com movimentos neonazistas no Brasil, tendo direito até a uma cruz de ferro tatuada na região do peito, um dos símbolos tradicionais do terceiro reich alemão.

Foto: Reprodução/CMI Brasil

(Veja aqui com mais detalhes a matéria publicada no CMI)

Segundo a página, Winter sempre tentou ao máximo se infiltrar no movimento feminista brasileiro, nunca tendo êxito.

Chegando a fazer uma “campanha solo” contra políticos como Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro, Winter defendia pautas como o aborto até o ano passado. Após a explosão de manifestantes lideradas por segmentos de direita e centro-direita no Brasil, sua rota ideológica resolveu dar uma volta em 180 graus, adotando enfim seu discurso político original, que antes se escondia por trás da cortina: o conservadorismo.

Winter fez questão de, em questão de meses, utilizar as redes sociais para se redimir, e buscar contato e aparição com líderes políticos que antigamente ela “escrachava”.

Reprodução/Youtube

Chegou a fazer um vídeo recentemente, declarando uma “parceria política” com o então escrachado Jair Bolsonaro.

Agora, aproveitando os novos ares do conservadorismo no Brasil, lançou até um livro no qual ela relata sua “experiência com o movimento feminista de esquerda”.

Por enquanto, boa parte dos meios de comunicação tem ignorado completamente a sucessão de contradições que fazem parte do passado de Winter, fazendo questão de chama-la como “ex-feminista”.

Fontes relataram ao Democratize que a ex-ativista pretende se candidatar ao cargo de vereadora neste ano, nas eleições municipais, apadrinhada pelo deputado federal Jair Bolsonaro, que mudou de partido — do PP ao PSC.

Parece que os “ventos” de mudança de Sara já começam a gerar lucro, e público.

By Democratize on February 29, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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