Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Rua Neles: a resposta da população contra a PEC 241

EDITORIAL | Não é possível tolerar tal desastre como é a PEC 241 sem a menor resistência. Em tempos onde qualquer conquista histórica da nossa sociedade é vista como algo descartável, é necessário ocupar o nosso espaço e demonstrar nossa insatisfação com os rumos do nosso país.

Nesta segunda-feira, milhares de brasileiros devem ocupar as ruas pela primeira vez contra a PEC 241, projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada, que tem como objtetivo congelar o orçamento público da União nas áreas da Educação e Saúde por pelo menos 20 anos.

E isso deve ser apenas o começo.

Estamos diante um caminho sem volta, que pode render futuramente um estrago permanente em nossa sociedade. Não se trata apenas de um projeto que limita os petistas contra os não-petistas, a esquerda contra a direita.

A PEC 241 tem um poder extraordinário, que afeta cada aspecto da nossa vida cotidiana. Seja você na fila de um hospital público, ou até mesmo buscando seu filho em uma escola estadual.

Trata-se de algo que deixará marcas em todos nós, a sociedade em geral.

Estamos falando da classe média baixa, das classes D e E, e até mesmo daqueles que acreditam no setor privado como solução imediata para uma crise.

O presidente Michel Temer (PMDB) dá seu primeiro grande passo da mesma forma como chegou ao Planalto: sem consultar a população.

Um projeto de tal importância teria de ser, no mínimo, tema de um referendo para que a própria população defina se é justo ou não.

Mas o que aconteceu foi o contrário.

Temer se reuniu com empresários, como Paulo Skaf, para definir cada aspecto da PEC 241, de tal forma que torne a população mais rica do país blindada de qualquer eventual estrago do ajuste fiscal. Ou seja, Temer repete a mesma estratégia que fez para chegar ao poder: ouvir o empresariado, ignorar a vontade da maioria da sociedade, que sempre defendeu eleições diretas.

Porém, desta vez tanto aqueles que defenderam o impeachment de Dilma Rousseff quanto os que se colocaram contra a sua saída serão afetados negativamente.

É hora de ocupar as ruas novamente e dizer que isso não será tolerado.

Direitos conquistados pela população não são descartáveis e não podem ser usados como uma simples desculpa para “modernizar as condições de trabalho” ou “driblar a crise econômica”.

Nesta segunda-feira, dia 17 de outubro, #RuaNeles.

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