Guarda municipal que agrediu a manifestante. Foto: Democratize

Rio: Durante ato conta a Reforma da Previdência Guarda Municipal quebra perna de Manifestante

Em meio a uma grande manifestação no Rio de Janeiro, com milhares de pessoas que foram as ruas contra a Reforma da Previdência, o ato foi marcado pela forte repressão de Guardas Municipais. Um deles, quebrou a perna de uma manifestante com um chute frontal… Polícia Miliar e Tropa de Choque finalizaram a truculência perseguindo manifestantes pelo centro do Rio de Janeiro.

As lutas sociais deram um grande sinal de resistência nas ruas nesta quarta-feira (15),  indo para as avenidas, greve de 24 horas e fazendo barulho em todo país em prol dos direitos trabalhistas e contra a Reforma da Previdência proposta pelo Presidente Michel Temer. Em todo país teve manifestações de grande porte, com milhares de manifestantes nas ruas, pedindo a saída do então presidente e a permanência da previdência. No Rio, a chamada não podia ser diferente, teve uma massa equiparada a aproximadamente 20.000 pessoas, ou até mais, saindo para cobrar seus direitos.

O ato saíra da Candelária, antiga e famosa Igreja Católica que já foi palco de um extermínio de crianças em sua volta, causada por policiais em 1993. Hoje ela foi palco de uma histórica manifestação que reuniu diversos sindicatos dos trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro. O ato ocorreu sem maiores problemas e todos marcharam até a Central do Brasil, famosa estação de trem, local onde milhares de trabalhadores desembarcam e embarcam em direção a seus trabalhos e casas. No entanto, ali as relações mudaram de proporções.

O mesmo guarda agindo na repressão com bombas de gás. Foto: Democratize

Em meio a falações em carros de sons organizados pelos centrais de trabalhadores, grupos de manifestantes independentes, entraram em confronto com a guarda municipal que revidou as provocações com bala de borracha e bombas de efeito moral. Em meio ao dispersar dos manifestantes, grupos de protestantes permaneceram próximos a Central do Brasil e presenciando a iniciativa dos guardas municipais contra o ato.

Em uma dessas investidas, uma manifestante, (professora e ativista da Aldeia Maracanã Mônica Lima), foi insultada pelos guardas e começou a discutir com os mesmos, quando sem mais nem menos um guarda municipal a agrediu, ela prontamente tentou se defender quando veio outro guarda municipal e covardemente deu um chute de frente nas pernas da professora que caíra no chão, com muitas dores e com os pés, sendo um desses, visivelmente quebrado, o que posteriormente veio a se concretizar com uma tomografia no Hospital.

Perna quebrada da manifestante. Foto: Divulgação

A realidade é mais dura do que imaginamos. O machismo estava entrelaçado naquele guarda municipal que sabia que ela era mulher, se encontrava de costas para ele, logo sem nenhuma defesa e não seria coibido, pois, seus colegas de farda estavam próximos. Em seguida, um dos guardas municipais falava para seus parceiros de trabalho, “formação de ataque” indo a frente, sem prestar socorro a vítima, um deles disse para seu colega, “vamos, vamos”. O saldo que tiramos é uma manifestante covardemente ferida, com sua perna fraturada e a impunidade reinando nas manifestações do Rio. Diante disso, a Guarda Municipal pensa que eis polícia e por isso, toma as mesmas dores e repressões dos mesmos.

 

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