Na manhã de hoje, os estudantes secundaristas realizaram mais um protesto contra o projeto de reorganização de ensino. Enquanto a Polícia…

Reorganização suspensa por Alckmin. Será?

Reorganização suspensa por Alckmin. Será?Na manhã de hoje, os estudantes secundaristas realizaram mais um protesto contra o projeto de reorganização de ensino. Enquanto a Polícia…


Reorganização suspensa por Alckmin. Será?

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Na manhã de hoje, os estudantes secundaristas realizaram mais um protesto contra o projeto de reorganização de ensino. Enquanto a Polícia Militar transformava o céu em mar de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, o governador Geraldo Alckmin resolveu suspender o projeto. Porém, alunos acusam o governo de realizar uma manobra, exigindo a revogação da reorganização. Ocupações e atos devem continuar.

Depois da guerra prometida pela Secretaria da Educação contra os estudantes que já ocupam mais de 200 escolas ao redor do estado, uma série de protestos incendiou a semana em São Paulo.

Nesta sexta-feira (4), foi a vez dos estudantes da USP darem seu apoio com os secundaristas, inflando e ajudando na organização de mais um trancaço — nome dado aos protestos dos alunos fechando vias importantes da cidade, permanecendo em locais específicos e estratégicos por horas.

O ato, que começou na Vital Brasil, foi passando para outras vias importantes da capital, sempre parando em algum cruzamento por cerca de 10 minutos. Quando chegou na Faria Lima com a Rebouças, porém, a primeira bomba de efeito moral explodiu partindo da polícia, que não permitiria novamente que os estudantes trancassem a via — como foi feito no começo da semana.

Horas depois, foi a vez de trancar a Avenida Paulista. E lá, no cruzamento com a Consolação, o trancaço chegou a durar quase uma hora. Foi o suficiente para que a PM jogasse um verdadeiro mar de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo no céu da capital contra os estudantes, que correram até o centro da cidade, nos arredores do prédio da Secretaria da Educação.

Muitos trabalhadores que estavam na Consolação reclamaram e denunciaram a forma abusiva na qual a PM tratava a manifestação, jogando bombas de gás lacrimogêneo perto do corredor de ônibus, fazendo com que os passageiros tivessem de descer e correr contra a fumaça.

Na região do Centro, a situação se tornou mais estável.

Poucos minutos depois, o governador Geraldo Alckmin anunciou que o projeto de reorganização do ensino seria suspenso para o ano que vem, onde uma série de debates e explicações seriam dadas e organizadas pelo governo para chegar em um acordo em comum.

Apesar de ser considerada uma pequena vitória, alunos das ocupações já demonstraram insatisfação com a falta de diálogo do governador, exigindo não a suspensão para 2016 e sim a revogação do projeto.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Alunos acusam o governador Alckmin (PSDB) de tomar essa medida por mero populismo, após o Datafolha publicar uma pesquisa onde mostra uma brusca queda de popularidade de sua gestão em São Paulo.

Escolas como a Fernão Dias Paes, em Pinheiros, e a Heloisa Assumpção na cidade de Osasco, já anunciaram que manterão as ocupações. O próximo passo do movimento é fazer com que nenhuma das mais de 200 escolas ocupadas acabem enfraquecendo a mobilização após o anúncio do governador.

By Democratize on December 4, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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