A decisão do presidente interino Michel Temer de recuar sobre a extinção do Ministério da Cultura causou desconforto e críticas por parte…

Recuo de Temer sobre Ministério da Cultura gera desconforto em grupos anti-PT

Recuo de Temer sobre Ministério da Cultura gera desconforto em grupos anti-PTA decisão do presidente interino Michel Temer de recuar sobre a extinção do Ministério da Cultura causou desconforto e críticas por parte…


Recuo de Temer sobre Ministério da Cultura gera desconforto em grupos anti-PT

Foto: Gabriel Soares/Democratize

A decisão do presidente interino Michel Temer de recuar sobre a extinção do Ministério da Cultura causou desconforto e críticas por parte de grupos anti-Dilma, que até o momento propagavam lobby político a favor de Temer. Situação mostra que “pacto” entre ambos é mais frágil do que se imaginava.


Fim da lua de mel?

Pressionado pela classe artística, o presidente interino Michel Temer (PMDB) resolveu recuar sobre a extinção do Ministério da Cultura neste final de semana.

O novo ministro será Marcelo Calero, anunciado na semana passada como secretário nacional da Cultura. Com essa decisão, a Cultura deixa de ser uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação, que estava nas mãos de Mendonça Filho (DEM), aliado direto de grupos anti-Dilma como Movimento Brasil Livre.

Essa decisão de Temer tem causado desconforto e críticas por parte desses grupos.

Reprodução/Facebook

Nas palavras de um dos líderes do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, o recuo de Temer sobre o MinC pode gerar que a “antipatia que hoje leva a esquerda a repudiá-lo” tome “conta dos outros espectros ideológicos”. A nota, publicada eu sua página no Facebook, ainda pede que o presidente interino “não financie a própria queda”.

De fato, a volta do Ministério da Cultura foi uma derrota para os movimentos de direita.

O fim do MinC simbolizava o começo do fim de um Estado fornecedor, que coloca em prática políticas pró-cultura através da instituição estatal. Os dois principais grupos anti-Dilma, MBL e Vem pra Rua, defendem exatamente esse tipo de posicionamento, do estado mínimo.

Mais do que isso, vale lembrar onde estava a pasta da Cultura até então.

O atual ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), tinha em suas mãos o cuidado da Cultura, que até então se tornaria apenas uma secretaria subordinada ao seu ministério.

Mendonça é aliado próximo do Movimento Brasil Livre, sendo um dos primeiros políticos do Congresso Federal a articular o apoio ao grupo e a participação em manifestações pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, já no começo de 2015.

Com a Cultura nas mãos de um aliado, o MBL teria “passe livre” na articulação da secretaria — que um dia já foi ponto forte de resistência de setores mais tradicionais e militantes do Partido dos Trabalhadores, durante os governos de Lula e Dilma.

Agora, a “vingança” já não seria mais possível.

Analisando o cenário de forma mais ampla, a aliança entre os movimentos de rua anti-Dilma e o novo governo interino ainda está longe de acabar.

Mas as primeiras semanas do governo Temer já demonstraram que não será algo fácil de lidar, justamente por conta da necessidade justificada pelo novo governo de “pacificar o país” através de uma “unidade”. Os movimentos anti-Dilma, apesar de estarem praticando um verdadeiro lobby político-empresarial a favor de Temer, acreditam que é preciso recomeçar a política econômica e social do zero, reajustando e reformando os programas assistencialistas e abrindo o mercado de forma radical.

Algo que, pelo menos nos próximos 180 dias, não deve acontecer.

A Lua de Mel parece ter oficialmente acabado.

Agora resta saber até onde vai esse casamento.

By Democratize on May 23, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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