Eduardo Cunha é conhecido por ter uma base de apoio no Congresso. Mesmo com toda polêmica e escândalos envolvendo seu nome, alguns…

Quem são os deputados que tentaram salvar Eduardo Cunha

Quem são os deputados que tentaram salvar Eduardo CunhaEduardo Cunha é conhecido por ter uma base de apoio no Congresso. Mesmo com toda polêmica e escândalos envolvendo seu nome, alguns…


Quem são os deputados que tentaram salvar Eduardo Cunha

Foto: Fernando DK/Democratize

Eduardo Cunha é conhecido por ter uma base de apoio no Congresso. Mesmo com toda polêmica e escândalos envolvendo seu nome, alguns deputados insistiram em tentar salvar o ex-presidente da Câmara — sendo que boa parte votou “pelo fim da corrupção” ao tirar Dilma Rousseff em votação na Câmara, em abril.


Na tarde desta terça-feira (14), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados votou (enfim) pela cassação do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB). Por 11 votos a 9, a maioria do Conselho aprovou o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM), que pedia o fim do mandato de Cunha.

Porém, muitas pessoas ficaram insatisfeitas com o resultado — além do próprio Cunha.

Conhecido por ter uma base de sustentação no Congresso, onde conseguia facilmente realizar manobras e manipular votações em benefício próprio, boa parte dos deputados do Conselho se mostraram contra o relatório de Marcos Rogério.

Separamos os 9 deputados que votaram contra a cassação de Cunha, em mais uma tentativa de salvar seu nome e mandato. Lembrem bem desses nomes.

  • Alberto Filho (PMDB-MA)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: filho do prefeito de Babacal (MA), José Alberto Oliveira Veloso. Atualmente cumpre seu segundo mandato como deputado na Câmara.

Em seu voto pelo impeachment de Dilma, Alberto Filho disse: “Pela moralidade, pela democracia do nosso país, em nome do povo do meu estado do Maranhão e em especial a minha cidade de Bacabal, que hoje completa 96 anos eu voto sim!”

  • André Fufuca (PP-MA)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: o deputado teria pago a quantia de R$92 mil a uma empresa ligada a filha de Eduardo Cunha. O processo teria começado dois meses depois que Cunha venceu a eleição para a presidência da Câmara, terminado apenas em março de 2016 — os dados referentes aos pagamentos estão disponíveis no site da Câmara dos Deputados. Fufuca é investigado por corrupção eleitoral no Supremo.

Fufuca foi um dos deputados mais “entusiasmados” de seu estado a votar pelo impeachment de Dilma Rousseff.

  • Mauro Lopes (PMDB-MG)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: Lopes era ministro da Aviação Civil do governo petista de Dilma até abril, mas mesmo assim seguiu o voto de seu partido contra a presidente afastada.

Em 2000, quando secretário de Segurança Pública do governo Itamar Franco em Minas Gerais, se demitiu depois que a CPI do Narcotráfico em Minas pediu ao governador que ele fosse afastado do cargo. Na época, a Comissão Parlamentar de Inquérito identificou que dois cheques emitidos por um empresário ligado às investigações tinham sido depositados nas contas de Lopes e de sua mulher. Recentemente, o nome de Lopes tangenciou a Operação Lava Jato, quando o lobista João Augusto Henriques, o chamado “operador do PMDB”, denunciou a existência de um esquema de corrupção dentro da Petrobras para supostamente beneficiar um grupo de parlamentares do partido em Minas Gerais.

  • Nelson Meurer (PP-PR)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: o deputado é suspeito de receber dinheiro de doleiro ligado a Lava Jato, sendo que o juiz Sérgio Moro já havia encaminhado no começo de 2015 ao STF dados de movimentações registradas no sistema paralelo de contabilidade operadas por Carlos Habib Chater. Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, afimou que Meurer recebeu R$ 4 milhões desviados da estatal na forma de doações para sua campanha eleitoral. Também votou contra Dilma.

  • Sérgio Moraes (PTB-RS)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: trata-se do mesmo deputado que “se lixava para a opinião pública”, como disse em declaração antes de ser reeleito em 2010. Moraes é réu em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de ter cometido crimes de responsabilidade no período em que foi prefeito de Santa Cruz do Sul. Numa das ações, o parecer da Procuradoria-Geral da República é pela condenação do deputado.

  • Washington Reis (PMDB-RJ)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: em 2014, a Polícia Federal chegou a cumprir mandato de busca e apreensão em sua casa, no Rio de Janeiro. Na época, o ex-prefeito de Caxias era investigado pelo Ministério Público por suposto esquema de fraudes em licitações.

Hoje ele é réu por crime ambiental e alvo de pelo menos 4 inquéritos no Supremo.

Em seu voto a favor do impeachment, o deputado disse que “a partir de segunda-feira [dia após a votação], Deus possa derramar muitas bênçãos sobre o nosso Brasil e sobre o nosso povo brasileiro”.

  • João Carlos Bacelar (PR-BA)

Votou CONTRA o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: o deputado é alvo de uma ação do Ministério Público do Estado da Bahia, por improbidade administrativa nos convênios entre a Secretaria Municipal de Educação e a Fundação Escola de Administração (FEA), vinculada à Universidade Federal da Bahia (Ufba). Segundo levantamento do MP-BA, os desvios são estimados em mais de R$30 milhões. Teve as contas eleitorais de 2014 reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

Em março deste ano, foi acusado por uma integrante do Movimento Brasil Livre de assédio. Quando a ativista mandou mensagens para o celular do deputado em favor do impeachment, ela teria recebido como resposta comentários sobre a sua aparência física, em posteriormente, foi ofendida com palavras de baixo calão.

  • Laerte Bessa (PR-DF)

Votou A FAVOR do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: o deputado que dedicou seu voto a favor da saída da presidente para “sua mãezinha”, é réu no Tribunal de Justiça do DF em ação civil de improbidade administrativa, em que é investigado por irregularidades em concurso público para delegado da Polícia Civil do Distrito Federal. Trata-se do relator da PEC que reduz a maioridade penal.

  • Wellington Roberto (PR-PB)

Votou CONTRA o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff: é réu em ação civil pública no Tribunal Regional Federal.

By Democratize on June 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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