Para os deputados do PSDB na Câmara dos Deputados, Cunha prestou um “serviço relevante para o país”, suficiente para anular o fato de…

PSDB, que acusava PT de tentar salvar Cunha, agora articula ele mesmo, o salvo-conduto

PSDB, que acusava PT de tentar salvar Cunha, agora articula ele mesmo, o salvo-condutoPara os deputados do PSDB na Câmara dos Deputados, Cunha prestou um “serviço relevante para o país”, suficiente para anular o fato de…


PSDB, que acusava PT de tentar salvar Cunha, agora articula ele mesmo, o salvo-conduto

Foto: Alice V/Democratize

Para os deputados do PSDB na Câmara dos Deputados, Cunha prestou um “serviço relevante para o país”, suficiente para anular o fato de carregar nas costas diversos casos de corrupção envolvendo dinheiro público.


Pouco antes de aceitar o pedido de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff, Eduardo Cunha tentou chantagear os deputados governistas, numa troca que envolveria votos contrários à sua própria cassação. À época, deputados governistas chegaram a cogitar a possibilidade, logo rechaçada diante da pressão da militância petista. Pouco antes da comissão de ética por em votação se aceitaria ou não o processo contra Cunha, o PSDB saiu ao ataque afirmando que o PT salvaria Cunha para salvar também, Dilma.

Os fatos que sucederam deixaram claro que a chantagem não daria certo. Cunha levou o impeachment adiante e o conselho de ética abriu o processo.

Meses depois, o PSDB, que havia rompido com Cunha (pelo menos no discurso) agora quer premiar o corrupto, pela condução do processo que levou Temer ao poder.

A negociação que ocorre agora no Congresso nacional envolve dois fatores: salvar Cunha, simplesmente; ou conduzir alguém da confiança de Cunha ao seu lugar, em troca de sua renúncia.

Temer se reuniu pessoalmente com Cunha dias atrás, para debater sobre o futuro do deputado | Foto: Alice V/Democratize

O Senado Federal, através de peritos técnicos, concluiu que Dilma não foi responsável pelas “pedaladas”, motivo (no discurso) do processo movido contra a petista. Os técnicos concluíram que Dilma não teve influência direta nas ações de crédito suplementar tampouco foi avisada que seriam ilegais, aspectos que fazem cair por terra as alegações do processo.

O motivo real ficou claro nas gravações de Sérgio Machado, onde o deputado tenta desesperadamente fechar acordos para barrar a operação Lava Jato, operação que passa pela Rede, PMDB, PSDB, PT, PP e quase todos os partidos da casa.

Fato é que Cunha, seja afastado, seja cassado, segue dando as cartas no campo político nacional. Inúmeros parlamentares têm denunciado as indicações do deputado ao governo Temer, a principal delas seria Alexandre de Moraes, novo ministro da justiça. Exatamente como Eduardo Cunha, Moraes tem envolvimento em diversos escândalos que vão do PCC à máfia das merendas.

A faxina contra a corrupção, tão alardeada pela grande imprensa, ao que parece, acabará como sempre, ou seja, em uma enorme pizzaria.


Texto por Victor Amatucci, blogueiro pelo ImprenÇa e jornalista da Agência Democratize

By Democratize on July 1, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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