Com maior público em São Paulo, movimento contra a presidente afastada Dilma Rousseff perdeu a força nas principais capitais neste domingo…

Protestos contra Dilma perdem a força e são “ignorados” pela grande mídia

Protestos contra Dilma perdem a força e são “ignorados” pela grande mídiaCom maior público em São Paulo, movimento contra a presidente afastada Dilma Rousseff perdeu a força nas principais capitais neste domingo…


Protestos contra Dilma perdem a força e são “ignorados” pela grande mídia

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Com maior público em São Paulo, movimento contra a presidente afastada Dilma Rousseff perdeu a força nas principais capitais neste domingo (31). O canal de notícias Globonews, que desde 2015 realizava coberturas em tempo real dos atos, praticamente não abordou sobre o tema.


Desde o ano passado, quando as manifestações lideradas por grupo anti-Dilma começaram ao redor do Brasil, nunca se viu uma adesão tão baixa como nos atos convocados para este domingo (31).

Em Brasília, menos de 5 mil pessoas compareceram ao chamado dos organizadores. O mesmo aconteceu em Belo Horizonte, onde apenas 2.5 mil pessoas participaram.

Por sua vez, manifestações contra o presidente interino Michel Temer e pela convocação de novas eleições também ocorreram ao redor do país.

Na capital mineira, o ato convocado pela Frente Povo Sem Medo contra Temer conseguiu reunir mais pessoas do que o protesto anti-Dilma — cerca de 5 mil pessoas participaram, segundo informações da Polícia Militar.

Em outras capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo, a adesão foi maior.

No Rio, manifestantes dividiram a praia de Copacabana junto com turistas, reunindo cerca de 15 mil pessoas — um número baixo, comparado aos atos anteriores, onde tinha uma média de 100 mil pessoas. Nem a presença do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) conseguiu inflamar a convocação do protesto.

Já em São Paulo, a situação não foi muito diferente.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Mesmo com a presença de personalidades anti-Dilma, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC), o ex-ator pornô Alexandre Frota, e a ex-ativista feminista Sarah Winter, o público foi o menor desde a convocação de manifestações no ano passado.

Ainda sem estimativa pela Polícia Militar, os próprios organizadores preferiram não divulgar uma estimativa de manifestantes, em ato organizado mais uma vez na Avenida Paulista, palco de protestos que já reuniram mais de 1 milhão de pessoas — como foi o caso de 13 de março deste ano.

Neste domingo, cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação na Paulista.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Ao mesmo tempo, uma manifestação contra Michel Temer também ocorria em outro local de São Paulo — no Largo da Batata. Lá, cerca de 60 mil pessoas convocadas pela Frente Povo Sem Medo exigiam a saída imediata de Michel Temer, o retorno de Dilma Rousseff ao cargo, e a convocação de novas eleições para a presidência. Outros atos ao redor do país foram convocados pelo grupo, organizado por movimentos sociais como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), centrais sindicais, movimentos estudantis e partidos políticos, como é o caso do PSOL.

> Queda em adesão tem justificativa

As manifestações não perderam força por acaso. Após 2 meses de governo interino sob o comando de Michel Temer em Brasília, a situação econômica e política continua instável no Brasil.

As primeiras semanas de Michel Temer na presidência contaram com o protagonismo de escândalos envolvendo ministros escolhidos a dedo pelo presidente interino. Pelo menos 2 ministros tiveram de sair do governo por conta da divulgação de uma gravação feita pelo empresário Sergio Machado, ex-diretor da Transpetro. No conteúdo das gravações, o ex-ministro do Planejamento (Romero Jucá) e o ex-ministro da Transparência (Fabiano Silveira) articulavam uma forma de “silenciar” a operação Lava Jato, utilizando do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff como forma de abafar as investigações.

Além disso, o envolvimento de Temer com os grupos que organizam manifestações anti-Dilma colocaram em dúvida a isenção partidária de movimentos como MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem pra Rua, principais articuladores dos atos desde 2015.

Vários integrantes desses grupos devem sair como candidatos para as eleições municipais deste ano, inclusive Fernando Holiday, do MBL.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Por sua vez, o MBL chegou a convocar as manifestações para este domingo, mudando de ideia faltando menos de 2 semanas para a data, causando a revolta de seus seguidores nas redes sociais.

Mesmo assim, pré-candidato para vereador de São Paulo pelo DEM, Holiday marcou presença e chegou a discursar em cima de um dos carros de som na Avenida Paulista.

Nas páginas dos grupos anti-Dilma, a maior reclamação é o fato da grande mídia ter “boicotado” as manifestações deste domingo.

A Globonews, por exemplo, conhecida por sua cobertura em tempo real dos protestos contra Dilma Rousseff, preferiu seguir com a sua programação original de domingo, ao invés de dar uma atenção especial para as manifestações.

By Democratize on July 31, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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