Foto: Wladimir Raeder/Democratize

Protesto contra reforma na Educação leva milhares para as ruas em São Paulo

Pelo menos mil estudantes protestaram na noite desta segunda-feira (26) contra a Reforma do Ensino Médio, projetada pelo presidente Michel Temer (PMDB) através de uma Medida Provisória. O ato seguiu até a sede do PMDB em São Paulo.

A Reforma do Ensino Médio começou a ser debatida na semana passada, após o governo federal lançar o projeto através de uma Medida Provisória (MP). Porém, a rápida repercussão negativa do projeto já rendeu críticas — e claro, manifestações.

Tanto São Paulo quanto o Rio de Janeiro viveram uma segunda-feira de protestos contra a reforma defendida pelo presidente Michel Temer.

Na capital paulista, mais de mil estudantes se organizaram em uma manifestação no vão livre do Masp, no final da tarde. De lá, caminharam até a sede do PMDB, partido de Michel Temer, na região do Ibirapuera. Apesar do forte policiamento, não houve qualquer incidente com a Polícia Militar.

No Rio de Janeiro, dezenas de estudantes também se manifestaram contra o projeto.

Ambas as manifestações foram convocadas por organizações autônomas, que não possuem qualquer vinculo com os tradicionais movimentos estudantis, como é o caso da UNE (União Nacional dos Estudantes) e da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Os dois grupos devem realizar protestos contra a reforma ainda nesta semana por todo o país.

 

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize
Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Além das manifestações, estudantes secundaristas ainda ensaiam a possibilidade de ocupar escolas estaduais novamente em São Paulo e em outros estados do Brasil.

Na última sexta-feira, alunos do E.E. Domingos Mignoni, no Taboão da Serra, quase ocuparam o colégio. Porém, através de uma assembleia, decidiram por adiar a decisão.

A mobilização deve ganhar ainda mais força após as eleições municipais, que terão seu primeiro turno neste domingo, dia 2 de outubro. Após o encerramento do processo eleitoral deste ano, o governo federal deve encaminhar outras duas reformas ainda mais polêmicas para o Congresso: a Trabalhista, que deve atingir em cheio vários direitos trabalhistas, e a polêmica Previdência.

Para conseguir se auto-sustentar, o presidente Michel Temer já convocou movimentos de direita que protagonizaram os protestos contra Dilma Rousseff para defender as propostas de reforma, seja nas redes sociais ou nas ruas. O Movimento Brasil Livre se reuniu com figuras importantes do governo federal para debater sobre o tema, após a reação negativa da opinião pública sobre a Reforma do Ensino Médio.

Foto: Wladimir Raeder/Democratize
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Foto: Gustavo Oliveira/Democratize
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