Trabalhadores da educação e estudantes protestaram em frente a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc RJ), contra a…

Professores e estudantes protestam em frente a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro

Professores e estudantes protestam em frente a Secretaria de Educação do Rio de JaneiroTrabalhadores da educação e estudantes protestaram em frente a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc RJ), contra a…


Professores e estudantes protestam em frente a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Trabalhadores da educação e estudantes protestaram em frente a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc RJ), contra a violência da Polícia Militar aos estudantes das ocupações, e sobre a morosidade do governo em atender as reivindicações da categoria dos profissionais da educação em greve e as pautas das mais de 70 ocupações estudantis no Rio de Janeiro.


O ato correu após a assembleia da categoria ter deliberado a continuidade de uma greve que já dura quase 90 dias.

A assembleia da categoria dos profissionais da educação, ocorrida na manhã do dia 24 de maio, deliberou a continuidade da greve que se arrasta desde o dia dois de março. O entrave as negociações são múltiplos e vão desde a falta de vontade política do governo em atender as pautas da categoria, e a falta de disponibilidade ao diálogo do ex Secretário de Educação Antônio Neto, que foi exonerado inclusive pela inabilidade em sentar com a categoria para “por na mesa” as pautas e discuti-las. O atual secretário de educação, Wagner Victer, parece seguir uma linha mais dura que seu antecessor, portanto, não sabemos quando a greve que paralisa 70% dos profissionais da educação terá seu fim.

O governo do Estado do Rio de Janeiro, conta com o apoio da grande mídia, para divulgar diariamente uma suposta “crise econômica” que o impede de atender algumas pautas como, por exemplo, o reajuste salarial de 30%, que repõe somente perdas salariais dos últimos anos. Essa “crise”, é o argumento principal do governo, no entanto, a Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro liberou um balanço da arrecadação de impostos no 1º quadrimestre do ano de 2016, e o Rio de Janeiro arrecadou R$: 15.297.587.079,00 quase um bilhão e meio a mais que no mesmo período do ano passado. Ou seja, não há crise, o dinheiro público está sendo mal administrado.

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Essa tese da má administração pública é corroborada, por um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que divulgou que o estado do Rio de Janeiro deixou de arrecadar R$ 138 bilhões em ICMS entre os anos de 2008 e 2013. O relatório constatou que abrir mão dessa quantia contribuiu para esse desequilíbrio nas contas estaduais, pois, esse valor é mais que o dobro do que o governo vai arrecadar em 2016. Ou seja, o governo vem administrando muito mal os recursos, dando isenções fiscais a grandes empresas e cortando nos serviços públicos, como a educação, por exemplo.

Na assembleia dos profissionais da educação, os estudantes puderam denunciar as recentes agressões da polícia militar, no caso mais grave a desocupação ilegal da Seeduc no dia 20 de maio. Alguns estudantes no mesmo dia, também foram ouvidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que está investigando também o caso. A OAB vai preparar uma medida de ações para investigar a desocupação Seeduc, visto que, a atitude da polícia foi ilegal, pois, existia a posse do local pelos alunos, dada subsecretário Mario Rocha. Indo além, somente um juiz, emitindo um pedido de reintegração da posse, poderia ter autorizado a ação, fato que não ocorreu.

Já se sabe que essa desocupação violenta e ilegal da polícia, partiu da alta cúpula do Governo Estadual, em nota foi informado que um “colegiado formado pela Casa Civil, Secretaria de Governo, Secretaria de Educação, Secretaria de Segurança, Comando Geral da Policia Militar e da Procuradoria Geral do Estado”, foram os responsáveis pela ordem, estamos acompanhando o desenrolar dos fatos, e esperando as punições cabíveis.

Foto: Bárbara Dias/Democratize

No ato de desagravo em frente a Seeduc, lembrada a repressão da PM na reocupação do C.E. Central do Brasil e o massacre feito pelo batalhão de choque na desocupação dos estudantes da Seeduc RJ. Estudantes estamparam suas mãos nas paredes da Seeduc RJ, representando o sangue daqueles que sofreram a violência. Houve um princípio de repressão da PM que jogou spray de pimenta nos manifestante, os estudantes revidaram jogando tinta vermelha na polícia, a repressão recuou e a intervenção contra a violência do estado, ficou gravada nas paredes da Secretaria de Estado de Educação, para que todos possam lembrar e nunca mais esquecer que, educação não é caso de polícia.


Reportagem por Bárbara Dias, da Agência Democratize no Rio de Janeiro

By Democratize on May 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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