O Tribunal Superior Eleitoral receberá nos próximos dias o conteúdo das delações premiadas de 11 executivos da Andrade Gutierrez. Ao contr…

Processo contra chapa Dilma-Temer acelera e oposição se desespera

Processo contra chapa Dilma-Temer acelera e oposição se desesperaO Tribunal Superior Eleitoral receberá nos próximos dias o conteúdo das delações premiadas de 11 executivos da Andrade Gutierrez. Ao contr…


Processo contra chapa Dilma-Temer acelera e oposição se desespera

Foto: Fotos Públicas

O Tribunal Superior Eleitoral receberá nos próximos dias o conteúdo das delações premiadas de 11 executivos da Andrade Gutierrez. Ao contrário do processo de impeachment no Congresso, as investigações no TSE podem barrar a chapa Dilma e Temer — e não apenas a presidenta. Políticos do PMDB e PSDB já começam a se articular para evitar a situação.

O PMDB, que anunciou sua retirada do governo Dilma Rousseff nos últimos dias, voltou a ser o centro das atenções em Brasília, junto com o vice-presidente Michel Temer.

O motivo é o conteúdo das delações premiadas dos executivos da Andrade Gutierrez, que devem chegar nas mãos do TSE nos próximos dias. Isso deve acelerar as investigações do tribunal contra a chapa Dilma/Temer de 2014, o que pode acabar resultando em novas eleições para a presidência.

Mas não é apenas o PMDB que se desespera.

Os tucanos já se articulam desde o final do ano passado para integrar um possível governo liderado por Michel Temer. Recentemente, reuniões fechadas entre líderes do PSDB, como Aécio Neves e José Serra, com o vice-presidente ocorreram em Brasília. Ambos já constroem uma estratégia de governo para dar o “devido andamento necessário” na política econômica nacional, incluindo privatizações na infraestrutura, cortes de gastos com programas sociais e benefícios trabalhistas, além de uma possível redução de ministérios — o que não deve ocorrer de fato, pois o PMDB precisará agradar seus futuros aliados para se manter no governo até 2018.

Os movimentos de rua que convocaram manifestações pelo impeachment, como o Movimento Brasil Livre e o Vem Pra Rua, já se articulam na defesa da saída da presidenta Dilma Rousseff, fazendo oposição de forma pública contra a possibilidade de novas eleições no Brasil.

Tendo como “novo alvo” a ex-senadora Marina Silva, da Rede, o movimento liderado por Kim Kataguiri já tem seu espaço garantido em um futuro governo de Michel Temer. Mais de 200 membros do MBL devem se candidatar para cargos públicos nas eleições municipais deste ano, por partidos como o próprio PMDB, PP, PSC, DEM e PSDB. A ideia é se estabelecer como força política regional, participando da articulação econômica em Brasília, para se fortalecer em 2018 com cargos mais elevados no Congresso.

Pesquisas recentes como a do site Catraca Livre, apontaram que a vontade da maior parte da população brasileira é por novas eleições gerais, e não necessariamente pelo impeachment.

Seguindo um padrão nos comentários, existe um receio muito grande sobre um futuro governo de Michel Temer com a atual oposição brecar os avanços da Operação Lava Jato. Tanto o vice-presidente quanto seus possíveis futuros aliados, como os tucanos Aécio e Serra, já foram citados em delações da Lava Jato por diversas vezes, assim como boa parte da comissão que hoje trabalha pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

By Democratize on April 1, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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