Quatro aeroportos, trechos de rodovias e terminais pontuários. Essa é a versão mais “clean” do plano do vice-presidente Michel Temer para…

Privatizações bilionárias fazem parte do plano de Temer “contra a crise”

Privatizações bilionárias fazem parte do plano de Temer “contra a crise”Quatro aeroportos, trechos de rodovias e terminais pontuários. Essa é a versão mais “clean” do plano do vice-presidente Michel Temer para…


Privatizações bilionárias fazem parte do plano de Temer “contra a crise”

Foto: Henrique Chendes/VPR

Quatro aeroportos, trechos de rodovias e terminais pontuários. Essa é a versão mais “clean” do plano do vice-presidente Michel Temer para privatizações, caso o impeachment de Dilma Rousseff seja oficializado no Senado.

Parece que o “plano Temer”, baseado no programa do PMDB para o Brasil (chamado “Ponte para o Fururo”) já tem o seu pontapé inicial.

O setor privado é um dos maiores responsáveis pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no front, e junto com movimentos que organizaram protestos sendo articulados por organizações como a Students for Liberty — que promovem ao redor do mundo ideias de cunho liberal para maior abertura do mercado — o primeiro passo de Temer em uma eventual presidência é uma redução do viés intervencionista do governo nos empreendimentos.

As informações são do Estadão, e foram vinculadas como “triunfo positivo” da futura gestão Temer. Mas não é exatemente assim.

Na realidade trata-se de uma ansiedade dos meios de comunicação privados, que torcem pelo sucesso de seus parceiros comerciais. O problema é que, diferente do setor empresarial e dos gestores do Estadão, a maioria da população não parece estar muito a favor de austeridade.

O ajuste fiscal defendido por Dilma Rousseff desde o ano passado já foi motivo de retaliação de centrais sindicais, lhe rendendo uma queda de popularidade por conta de cortes afetando diretamente direitos trabalhistas, como o seguro desemprego.

Agora, imaginem um plano de austeridade gigante, muito maior do que aquele promovido pelo governo petista. Eis o plano Temer, afinal.

A reportagem do Estadão ainda oferece o “passo-a-passo” de como Temer teria de lidar com as privatizações e concessões para o setor privado em um eventual governo: “A necessidade de estancar a sangria econômica e política que debilita o País não é a única medida esperada pelos investidores, principalmente os internacionais, para que voltem a considerar a possibilidade de olhar para as concessões de infraestrutura. Para além das propostas dos aeroportos, que são mais palatáveis aos interesses do mercado, especialistas e instituições da área de infraestrutura avaliam que faltam ajustes operacionais em cada uma das ofertas de estradas, portos e ferrovias”, escreve o Estadão, basicamente afirmando que o corte de gastos não é o suficiente para resolver a crise econômica — é preciso abrir mão do público e despejar privatizações ao setor empresarial.

A reportagem ainda cita a opinião de Adriano Pires, da CBIE (Centro Brasileiro de Infra Estrutura), onde ele afirma que o sucesso das privatizações depende da “rapidez” e das “escolhas certas”.

Os movimentos de rua que organizaram as manifestações contra Dilma já parecem estar satisfeitos com o plano político e econômico de Michel Temer.

Os tempos de mortadela estão …
Os tempos de mortadela estão acabando! http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/impeachment/temer-pretende-fechar…www.facebook.com

O Movimento Brasil Livre, financiado pela organização Students for Liberty, já trabalha nos bastidores em uma “defesa pública” da futura administração de Michel Temer, segundo informa fontes dentro da organização.

O primeiro passo é barrar a hipótese de novas eleições, defendidas por vários setores da sociedade e também por núcleos internos do PSOL, além da Rede da ex-senadora Marina Silva.

Posteriormente, a ideia é mostrar que o movimento continua “pressionando” o governo federal mesmo com Temer. A pressão, claro, não viria das ruas novamente — e sim das redes sociais. “Não existe a menor chance do MBL organizar manifestações contra o Temer como fizemos com a Dilma”, afirma nossa fonte. “Já tem integrante do MBL pensando nas eleições municipais e no apoio do PMDB pra fazer isso acontecer, e tem outras pessoas pensando em cargos administrativos em Brasília quando o Temer assumir. Isso (manifestações contra o Temer) não vai acontecer”.

O empresário e presidente da Fiesp, Paulo Skaf, comemora o resultado da votação do impeachment na Avenida Paulista | Foto: Alice V/Democratize

O programa econômico defendido por Temer, baseado em corte de gastos, ajustes em programas sociais e uma série de privatizações é defendido pela Students for Liberty, que financia o Movimento Brasil Livre.

Por outro lado, o plano Temer também agrada a Fiesp, os empresários e a própria mídia corporativa.

Desta forma, a blindagem do futuro governo do atual vice-presidente já começa antes mesmo do Senado aprovar ou não a saída de Dilma Rousseff. Não por acaso, é grande a preocupação do PMDB e desses grupos com o que pensa a mídia estrangeira sobre o processo de impeachment no Brasil. Recentemente, grandes jornais como o New York Times e a CNN publicaram notícias e matérias criticando a legalidade e a moralidade do processo contra a presidenta Dilma, já que o impeachment foi liderado por uma bancada de deputados envolvidos em casos de corrupção — como é o caso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

By Democratize on April 23, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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