Foto: Victor Amatucci / Democratize

Primeira escola é ocupada em São Paulo contra a reforma de Temer

A E.E. Caetano de Campos fica localizada ao lado da Praça Roosevelt, e foi ocupada na noite desta sexta-feira (7) por estudantes secundaristas que são contrários aos projetos do presidente Michel Temer para a Educação. O governo planeja aprovar a PEC 241, que congela o orçamento e investimento na área por 20 anos, além da Medida Provisória que pretende reformar o Ensino Médio.

Policiais cercavam o prédio da E.E. Caetano de Campos na noite desta sexta-feira. Do lado de dentro, jovens ocupavam novamente a escola, após meses da primeira mobilização, ainda no final do ano passado, contra o projeto de reorganização escolar defendido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Após o clima de tensão, os policiais se retiraram do lado de fora da escola. Os estudantes ficaram.

Foi a primeira escola estadual ocupada na cidade de São Paulo, contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB) para a Educação.

A medida provisória que pretende reformar o Ensino Médio é a principal pauta. Inicialmente, aulas como Sociologia, Artes e Educação Física não seriam mais obrigatórias no ensino público. Após a polêmica, o governo afirma ter recuado. Porém, tópicos que fazem parte do projeto ainda causam impopularidade sobre a reforma, como o aumento de carga horária semanal.

Por outro lado, os estudantes também criticam fortemente a PEC 241, que deve ser votada nesta semana no Congresso. O projeto visa estabelecer um teto para os gastos públicos nas áreas sociais, congelando os investimentos em programas de assistência por pelo menos 20 anos, além de áreas como Educação e Saúde.

Ambos os temas já haviam causado uma grande mobilização durante a semana em outros estados.

No Paraná, mais de 40 escolas foram ocupadas até o momento contra ambos os projetos. Cidades no interior de outros estados também foram ocupadas pelos estudantes, incluindo uma em Sorocaba, interior do estado de São Paulo.

A ocupação no Caetano de Campos deve desencadear uma nova onda de ocupações na cidade de São Paulo, assim como ocorreu no ano passado, contra o projeto de reorganização escolar. Na época, o governador Geraldo Alckmin tinha como objetivo fechar pelo menos 93 escolas ao redor do estado, através do projeto de reorganização escolar. Como resposta, os secundaristas ocuparam mais de 200 escolas em São Paulo, forçando o governo a recuar sobre o projeto, além de afetar diretamente a imagem do governador tucano, que por causa do projeto e da repressão policial contra os jovens acabou tendo seu primeiro ano pós-eleição em 2014 como negativo, segundo o Datafolha.

Foto: Victor Amatucci/Democratize
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