A edição deste ano da Marcha da Maconha foi histórica em São Paulo: mais de 30 mil pessoas compareceram e deram um aviso ao governo do…

Paz na quebrada! Marcha da Maconha leva 30 mil para a Paulista

Paz na quebrada! Marcha da Maconha leva 30 mil para a PaulistaA edição deste ano da Marcha da Maconha foi histórica em São Paulo: mais de 30 mil pessoas compareceram e deram um aviso ao governo do…


Paz na quebrada! Marcha da Maconha leva 30 mil para a Paulista

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

A edição deste ano da Marcha da Maconha foi histórica em São Paulo: mais de 30 mil pessoas compareceram e deram um aviso ao governo do presidente interino Michel Temer: retrocesso não!


Sob o lema “Fogo na bomba, paz na quebrada”, a edição de 2016 da Marcha da Maconha em São Paulo conseguiu atingir seu maior público na história.

O ato começou com concentração no vão livre do Masp, às 14 horas da tarde deste sábado (14), seguindo até a noite no trajeto para a Praça Roosevelt, no centro da cidade.

Poucos dias após o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, foi dado um recado bem claro para a classe política e para presidente interino, Michel Temer (PMDB): a sociedade brasileira não deve aceitar retrocessos em relação ao processo político em torno da maconha.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Isso porque a composição política do novo governo em Brasília caminha cada vez mais para o conservadorismo baseado em criminalização dos movimentos sociais e de pautas progressistas — como a própria questão da legalização da maconha, algo cada vez mais distante da realidade brasileira.

Com cartazes contra o novo presidente interino e em defesa da democracia, a Marcha da Maconha em São Paulo promoveu um discurso além da questão da legalização, tratando o tema como um direito humano pela vida, fazendo um contraponto na questão da guerra contra as drogas, que já deixou milhares de vítimas no Brasil.

Em determinado momento, os manifestantes realizaram um “maconhaço” na Paulista, com todos acendendo cigarros da erva ao mesmo tempo, diante dos olhos de policiais militares. Anos atrás, em 2011, a Marcha da Maconha em São Paulo foi brutalmente reprimida pela Polícia Militar, que afirmava não permitir a realização de um ato político em defesa da erva.

Neste sábado foi diferente.

Uma conquista política considerável. Hoje, podemos ao menos questionar o método político e socio-econômico sobre como a maconha é tratada pelo poder público, e como o problema da guerra contra as drogas vai além do usuário.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Na frente da massa de 30 mil pessoas que fazia parte do ato, um grupo defendia o uso medicinal da maconha, enquanto outro pedia que o Supremo Tribunal Federal liberasse o porte da erva.

Rafael Presto, membro da organização Coletivo Desentorpecendo a Razão, uma das entidades organizadora do ato, disse que a marcha da maconha caminha rumo à conquista de seu propósito de debater a legalização da droga. “É um começo de debate, de se pensar uma outra política, e o fim da guerra às drogas, que é uma política fracassada”, disse em entrevista ao site Rede Brasil Atual.

O ato deste ano buscou fortalecer a ideia de que a questão da maconha vai muito além daquilo divulgado pela mídia em geral.

É algo que afeta principalmente a periferia: criminalizada, enfrentando atos ilegais do Estado de forma cotidiana, e sem espaços para diálogo e defesa democrática.

Veja mais fotos abaixo.

Foto: Gustavo Oliveira/DemocratizeFotos: Wesley Passos/DemocratizeFoto: Gustavo Oliveira/Democratize

By Democratize on May 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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