Presidenta das Mães da Praça de Maio, a ativista Hebe de Bonafini, de 87 anos, se declara vítima de perseguição política por parte do…

Para prender uma ativista de 87 anos, Macri usa centenas de policiais e helicópteros

Para prender uma ativista de 87 anos, Macri usa centenas de policiais e helicópterosPresidenta das Mães da Praça de Maio, a ativista Hebe de Bonafini, de 87 anos, se declara vítima de perseguição política por parte do…


Para prender uma ativista de 87 anos, Macri usa centenas de policiais e helicópteros

Foto: Reprodução

Presidenta das Mães da Praça de Maio, a ativista Hebe de Bonafini, de 87 anos, se declara vítima de perseguição política por parte do governo da Argentina, comandado por Mauricio Macri. Protegida por centenas de manifestantes, a ativista resiste contra centenas de policiais, viaturas e helicópteros que cercam a Praça de Maio.


Por decisão do juiz Martínez Giorgi, policiais tentaram prender Hebe de Bonafini nos últimos dias, para testemunhar sobre o suposto desvio de fundos em um programa feito com o governo anterior.

Mas não foi nada fácil.

Com a ajuda de manifestantes e simpatizantes do grupo Mães da Praça de Maio, Hebe conseguiu driblar e enganar centenas de policiais e hoje se encontra cercada por pessoas que pretendem ficar lá até que a Justiça revogue o pedido de prisão.

Com 87 anos, o fôlego de Hebe é o que chamaria mais a atenção — se não fosse pelo uso ‘hollywoodiano’ das forças de segurança pelo governo de Macri, que destacou centenas de policiais, viaturas, caminhões do Choque e helicópteros em uma operação de cinema para prender uma ativista idosa desarmada.

Aos seus seguidores, já na Praça de Maio, Hebe disse que irá resistir. “Não sei até onde serão capazes de ir, mas com a mesma intensidade de nossos filhos, vamos enfrentar essa justiça corrupta, a mesma que quer prender a (ex-presidenta) Cristina”.

O pedido de prisão surge exatamente por conta de um programa do governo de Cristina Kirchner.

As Mães da Praça de Maio enfrentam uma causa pelo suposto desvio de fundos do programa Sonhos Compartilhados, um plano para a construção de casas financiado com recursos do governo nacional entre 2008 e 2011. Todas as acusações foram negadas por Hebe e pelo grupo de ativistas, considerado um dos mais importantes do mundo no século XX, por denunciar a perseguição política contra jovens estudantes durante os anos 70 e 80 na Argentina.

Organizações políticas de esquerda, como a Confederação de Trabalhadores da Educação (CTERA), definem a ação do governo Macri como totalitária. “O que o governo de Macri faz é primeiro acusar e deter, e depois investigar”, diz Sonia Alesso, secretária-geral do grupo. Para muitos, se trata de uma tentativa de minar as forças de esquerda do país, eliminando a possibilidade do retorno de um possível governo progressista apoiado pelos setores kirchneristas na Argentina.

By Democratize on August 5, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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