Vazado pelo Wikileaks no último domingo (3), o ‘Panama Papers’ mostrou que o primeiro-ministro da Islândia havia omitido ser proprietário…

‘Panama Papers’ mobiliza população na Islândia pela demissão do primeiro-ministro

‘Panama Papers’ mobiliza população na Islândia pela demissão do primeiro-ministroVazado pelo Wikileaks no último domingo (3), o ‘Panama Papers’ mostrou que o primeiro-ministro da Islândia havia omitido ser proprietário…


‘Panama Papers’ mobiliza população na Islândia pela demissão do primeiro-ministro

Foto: Reprodução/Google

Vazado pelo Wikileaks no último domingo (3), o ‘Panama Papers’ mostrou que o primeiro-ministro da Islândia havia omitido ser proprietário de uma empresa radicada num paraíso fiscal nas Ilhas Virgens britânicas. População ocupou as ruas, forçando o governo a dissolver o Parlamento e chamar novas eleições.

Inspirados pelo o que aconteceu durante os protestos ocorridos entre 2009 e 2011, também conhecidos como a Revolução de Cozinha, que tiveram lugar na esteira da crise financeira islandesa, os manifestantes reunidos à frente do parlamento, em Reiquiavique, muniram-se de tachos e panelas para protestar contra o governo.

Ainda que o protesto desta segunda-feira (4) tenha sido planejado antes de eclodir o escândalo de corrupção mundial — já chamado de Panama Papers — , as notícias sobre o envolvimento do primeiro-ministro islandês e do ministro das Finanças inflamaram ainda mais o descontentamento da população.

Segundo revelam os documentos, Sigmundur David Gunnlaugsson e a esposa, Anna Sigurlaug Pálsdóttir’s, são donos de uma empresa estabelecida no offshore das Ilhas Virgem britânicas pela Mossack Fonseca. A Wintris Inc. detém perto de 4 milhões de dólares em contas nos três maiores bancos islandeses, falidos na crise financeira de 2008.

Foto: Imgur

As autoridades islandesas montaram barricadas em volta do parlamento em Reiquiavique. Cerca de 10 mil pessoas manifestaram-se até às 17h desta segunda-feira. “Eleições já” foi o slogan do protesto.

Poucas horas antes, a oposição tinha apresentado uma moção, exibindo que o primeiro-ministro, do partido liberal “Partido do Progresso” fosse demitido.

Depois de ter recusado afastar-se, garantindo que “certamente” não se demitiria, Gunnlaugsson acabou por pedir ao Presidente da Islândia para dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.

Ólafur Ragnar Grímsson recusou, por enquanto, o pedido de demissão do primeiro-ministro e o seu pedido de convocação de eleições antecipadas. Segundo o The Guardian, o presidente islandês pretende consultar previamente os líderes dos partidos restantes com assento parlamentar.

Num país com somente 320.000 habitantes, mais de 24.000 pessoas já assinaram uma petição online pela demissão do primeiro-ministro.

Bjarni Benediktsson, atual ministro das Finanças, do “Partido da Independência”, também surge nos “Panama Papers”.

By Democratize on April 5, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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