Nesta sexta-feira (01), movimentos sociais, sindicais e estudantis se uniram em uma mobilização contra o governo Dilma Rousseff, mas também…

Oposição de esquerda se organiza em capitais contra governo e avanço da direita

Oposição de esquerda se organiza em capitais contra governo e avanço da direitaNesta sexta-feira (01), movimentos sociais, sindicais e estudantis se uniram em uma mobilização contra o governo Dilma Rousseff, mas também…


Oposição de esquerda se organiza em capitais contra governo e avanço da direita

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Nesta sexta-feira (01), movimentos sociais, sindicais e estudantis se uniram em uma mobilização contra o governo Dilma Rousseff, mas também contra o avanço da direita através do impeachment. O aspecto que mais chamou atenção foi a tolerância com discursos diferentes: uns defendiam novas eleições, outros a continuidade do governo Dilma, entre outras pautas.

Depois de uma quinta-feira agitada em São Paulo com mais de 50 mil pessoas se manifestando pela democracia e contra o impeachment na Praça da Sé, foi a vez de outros setores da esquerda se mobilizarem por conta da crise política, social e econômica enfrentada pelo país neste ano.

Convocado pela CSP-Conlutas e pelo Espaço de Unidade de Ação (organização composta por mais de 50 grupos sociais), o ato na cidade de São Paulo contou com a presença de 5 mil pessoas, que caminharam pela Avenida Paulista nesta sexta-feira no final da tarde.

Movimentos feministas, sindicais, estudantis e de moradia tomaram a frente da manifestação, mesmo que com discursos diferentes.

O MRT (Movimento Revolucionário dos Trabalhadores) compareceu se opondo ao impeachment e também contra a proposta defendida por setores como o PSTU, que defendem novas eleições gerais como parte da solução para a crise política atual — pauta também defendida por setores do CSP-Conlutas e do PSOL, como a juventude do Juntos.

O próprio PSOL não conseguiu construir uma proposta unificada entre a sua base para a atual crise política. O movimento estudantil “Vamos à Luta”, que faz parte do setor CST do partido, não defende que o impeachment e eleições gerais seja o caminho correto a ser traçado no atual momento, e sim a possibilidade de uma assembleia constituinte popular com participação massiva da sociedade.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Já o Território Livre, movimento estudantil com forte atuação nas universidades de São Paulo, propôs uma alternativa mais radical para a crise, fazendo frente pelo impeachment da Dilma Rousseff, defendendo que a esquerda deveria se aproveitar da “situação de caos” para brecar um futuro governo Temer, através de greves e mobilizações populares, derrubando o atual vice-presidente.

Mesmo com tantas propostas diferentes, a mobilização teve como sua característica mais marcante a tolerância entre os grupos.

Com uma forte adesão dos movimentos sem-teto e da militância de base, conseguiu também chamar a atenção de quem passava pela avenida.

“Quando eu vi um cartaz vermelho já pensava que era uma manifestação da CUT, ai eu cheguei mais perto e li ‘Fora Dilma’, não entendi nada”, disse uma mulher que passava pela avenida no momento do ato. “Me deram um panfleto e ai sim eu comecei a entender. É bom que isso esteja acontecendo, porque eu mesma não concordo com muita coisa que a oposição [PSDB e outros movimentos como o MBL] fala, e muito menos confio neles, é bom saber que existem outras pessoas defendendo isso”.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino dos Prazeres, é apenas a primeira mobilização para traçar uma frente de esquerda independente do discurso governista. Para o mês de maio deve acontecer uma nova onda de protestos pelo país. Ontem, mais de 17 capitais contaram com manifestações lideradas por esse setor da esquerda.

Veja mais fotos abaixo:

By Democratize on April 2, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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