Ônibus incendiado em proteto no RJ. Foto: Kauê Pallone/Democratize

O Rio contra a austeridade e as privatizações

Na tarde de ontem (1) o retorno do recesso da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), foi marcado por uma grande manifestação dos servidores públicos do Rio de Janeiro contra o Pacote de Austeridade do Pezão e a privatização da CEDAE (Companhia de Águas e Esgoto do Rio), imposto pelo Governo Federal, como contrapartida à “ajuda”  que o Rio que receberá para sair da crise.

Conforme já publicamos em matéria ao Democratize, essa “ajuda” vinda do Governo Federal é na verdade um engodo, pois, não trará benefício algum ao Rio, apenas isentará o Estado da responsabilidade de pagar as dívidas com a União por três anos, além do estado voltar a ter a possibilidade de pedir empréstimos com bancos públicos.

A privatização da CEDAE (Companhia de Águas e Esgoto do Rio) entrou em pauta na abertura dos trabalhos da Alerj, e os trabalhadores organizaram um grande ato contra essa votação. Além de protestarem contra a privatização, os servidores públicos estaduais são contra o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14% e da taxa  emergencial (confisco) de 8% que serão descontados de seus salários, para ajudar o Rio a sair da crise…

Ato que foi marcado para o início da tarde e  transcorria tranquilo, quando os trabalhadores tentaram derrubar as “grades da vergonha” e ocupar a praça do Palácio Tiradentes, onde se situa a Alerj que encontra-se completamente sitiada a meses, protegida por grades que impedem a aproximação de qualquer pessoa. Os deputados que trabalham contra os trabalhadores na “casa do povo”, tem medo da revolta popular legítima e usam além das grades, seus “cães de guarda” para impedir o povo de se aproximar: o Batalhão de Choque da polícia Militar.

Batalhão de Choque reprimindo trabalhadores. Foto: Kauê Pallone/Democratize
Batalhão de Choque reprimindo trabalhadores. Foto: Kauê Pallone/Democratize

A tentativa da derrubada das grades, foi o estopim para que o Choque começasse a sua atuação mais uma vez truculenta, contra os trabalhadores: foram disparadas bombas de gás lacrimogêneo e tiros com balas de borracha na repressão. Os trabalhadores pouco organizados, contavam com escudos de madeira, fogos de artifícios e pedras, em sua resistência rústica e improvisada, aos ataques da polícia.

As  ruas no entorno da Alerj viraram mais uma vez, uma praça de guerra com muitos feridos. Populares, simpatizantes dos trabalhadores entraram na resistência que durou horas, no momento mais tenso, vários manifestantes cercaram um ônibus e o incendiaram, como reposta a forte repressão sofrida e a falta de diálogo dos representantes do povo com os trabalhadores. 

O centro do Rio de Janeiro nos últimos meses tem sido palco de várias batalhas campais, protagonizada pelo braço armado do Estado, que reprime sem dó, os trabalhadores que lutam para não terem seus direitos usurpados, por um Governo que já perdeu completamente a credibilidade, diante de inúmeros casos de corrupção que envolvem o PMDB no Rio de Janeiro.

O Governador Luiz Fernando pezão após ver o seu “pacote de maldades” ser derrotado nas ruas pela força dos trabalhadores, agora quer impor essa “salvação” vinda de um acordo com a União, que quer fazer os servidores públicos pagarem por uma crise, que eles mesmos criaram. A resistência de ontem já mostrou que não vai ser fácil a aprovação desse “Pacote de maldades versão 2.0”.

RIO CONTRA A AUSTERIDADE E AS PRIVATIZAÇÕES

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