Foto: Beatriz Ramos/Democratize

O que mudou na primeira escola ocupada em São Paulo no ano passado?

O Democratize visitou a E.E. Diadema, a primeira escola ocupada no ano passado no estado de São Paulo, contra o projeto de reorganização escolar promovido por Geraldo Alckmin. Agora, um ano depois, os alunos decidiram ocupar o colégio novamente – desta vez contra a MP do Ensino Médio e a PEC 55/241. Afinal, o que mudou de lá pra cá?

Longe de se imaginar um cenário onde a MP do Ensino Médio e a PEC 55/241 estivessem em debate, o ano de 2015 já havia sido intenso para os secundaristas no estado de São Paulo.

Isso porque o projeto de reorganização escolar defendido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) tinha como objetivo fechar pelo menos 93 escolas estaduais, tirando empregos e transferindo alunos para colégios distantes.

A reação dos secundaristas foi imediata. Mais de 200 escolas foram ocupadas em todo o estado, uma série de manifestações ocorreram principalmente na capital, onde cenas de violência por parte da polícia contra jovens adolescentes chocaram pais e professores. Foi o suficiente para fazer com que a popularidade do governador tucano despencasse, refletindo no seu recuo sobre o projeto e a demissão do secretário de Educação, Herman Voorwald.

Mas tudo isso começou em uma escola, na cidade de Diadema, ABCD Paulista. A E.E. Diadema foi a primeira escola ocupada no estado no ano passado, inspirando jovens de todas as idades a fazer o mesmo. Renascia o movimento secundarista, mais autônomo e horizontal, com uma nova identidade.

Foto: Beatriz Ramos/Democratize
Foto: Beatriz Ramos/Democratize

E novamente, um ano depois, a mesma escola é ocupada por jovens estudantes – desta vez, o alvo é maior. Seguindo o exemplo de centenas de universidades e milhares de escolas estaduais ao redor do país que foram ocupadas contra a MP do Ensino Médio e a “PEC do Fim do Mundo”, os secundaristas de Diadema tentam emplacar o movimento no estado de São Paulo, que tem sido alvo de uma violência brutal por parte da Polícia Militar e do governo do estado. Outras coisas haviam sido ocupadas anteriormente – todas sofrendo com reintegração de posse em menos de 48 horas após a ocupação.

Lá em Diadema, o cenário tem sido diferente, graças a uma articulação diferenciada dada pelos estudantes.

Mas afinal, o que mudou na primeira escola ocupada no ano passado pra agora? A nossa repórter Beatriz Ramos colou na E.E. Diadema na semana passada. Saca só como foi a conversa.

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