Foto: Bárbara Dias/Democratize

“O dia mais vergonhoso da minha vida”: PM reprime ato de servidores no Rio

Mais um ato contrário ao “Pacote de Maldades” (medida de austeridade anti-povo) do Governador Pezão, foi realizado nesta quarta (16) no Rio de Janeiro.  Convocado por todos os servidores e seus sindicatos, além de uma grande movimentação e chamados nas redes sociais, o ato reuniu, segundo a organização, cerca de 30 mil manifestantes e teve forte repressão da polícia.

Ao chegar na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para o Ato os servidores se depararam com os acessos completamente bloqueados por grades de proteção, numa tentativa de evitar que acontecesse outra invasão por parte dos manifestantes, como aconteceu na semana passada.

Isso já havia causado indignação a todos, e pelas redes sociais circulavam fotos das grades o “muro da vergonha”, e até foi cogitado até uma inauguração do “Presídio da ALERJ”, já que a mesma estava com segurança semelhante a um, e dentro dela supostamente estavam os “ladrões” do povo.

Foto: Bárbara Dias/Democratize
Foto: Bárbara Dias/Democratize

Por volta do meio dia e meia, o Ato foi ficando cada vez maior e os ânimos acirrados fez com que, ocorresse uma primeira tentativa de rompimento das grades que protegiam a ALERJ. Essa investida foi impedida pelos próprios policiais que estavam no ato, sob a alegação de que “não era a hora de invadir”, os mesmos chegaram afazer um cordão de isolamento com os braços dados, para conter a multidão.

Houve varias discussões, principalmente rechaçando atitude dos policiais que estavam ali como manifestantes, de fazer essa “proteção” contra as grades da ALERJ. Pouco mais de vinte minutos após a primeira tentativa, não houve quem contivesse a massa revolta, que conseguiu arrebentar a primeira fileira de grades e chegar nas escadarias.

A policia reprimiu com  spray de pimenta, mas não os suficiente para impedir que o povo chegasse as escadarias e começasse uma tentativa de romper com a segunda fileira de grades, foi aí que a repressão começou a agir com mais truculência.

O Batalhão de Choque que estava posicionado lateralmente ao Palácio de Tiradentes, começou a lançar bombas de gás lacrimogêneo, bombas de feito moral e a dar tiros com bala de borracha no meio da multidão, houve correria e os confrontos se intensificaram.

Foto: Bárbara Dias/Democratize
Foto: Bárbara Dias/Democratize

Muitos servidores abandonaram as escadarias e tomaram rua Primeiro de Março, o caminhão que lança água para dispersar conflitos foi também acionado, e chegaram mais reforços de cavalaria e mais homens do Choque. Apesar da resistência contra a repressão, muitas pessoas  se feriram com tiros da bala de borracha,  uma senhora desmaiou e teve que ser socorrida.

O Pacotão de Maldades do Pezão, que chegou a entrar na pauta para discussão e votação dos deputados, foi suspensa por conta do conflito. Um ganho para os servidores, foi a garantia de que não haveria mais votação de nenhuma pauta do pacote, sem a discussão com o sindicato de cada categoria dos servidores estaduais, palavras do presidente da casa, o deputado Jorge Picciani.

A Batalha Nas Ruas Do Rio De Janeiro Contra A Austeridade

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