Em uma semana, os meios de comunicação alternativos mostraram que conseguem competir com a mídia corporativa. Além do alcance das publica…

O crescimento da mídia alternativa na semana do impeachment

O crescimento da mídia alternativa na semana do impeachmentEm uma semana, os meios de comunicação alternativos mostraram que conseguem competir com a mídia corporativa. Além do alcance das publica…


O crescimento da mídia alternativa na semana do impeachment

Foto: Reprodução/Google

Em uma semana, os meios de comunicação alternativos mostraram que conseguem competir com a mídia corporativa. Além do alcance das publicações, que bateram de frente com jornais como Folha de S. Paulo e Estadão no Facebook, a qualidade do trabalho demonstra que o jornalismo alternativo ganha cada vez mais espaço.

Se existe algo positivo que podemos tirar da última semana, é isso.

Na semana do impeachment, o crescimento no alcance das publicações da mídia alternativa nas redes sociais foi impactante, batendo de frente com grandes nomes da mídia tradicional, como os jornais Folha de S. Paulo e o Estadão.


Realizamos o comparativo nas redes com três portais alternativos: Nexo, Pragmatismo Político e Diário do Centro do Mundo.

Do outro lado, Folha de São Paulo e Estadão — ambos com milhões de curtidas no Facebook, que no final das contas acabou não implicando necessariamente no poder de alcance e viralizaçã dos materiais produzidos.

O portal Nexo, idealizado pela cientista social Paula Miraglia e pela engenheira Renata Rizzi, nasceu com o objetivo de criar um modelo editorial capaz de produzir um conteúdo que seja acessível para um maior número de pessoas, fazendo oposição ao mercado da comunicação social, que viveu seus dias de glória partindo da lógica do lucro.

Sua reportagem que mais repercutiu na semana passada foi essa:

Aos números:

Mil e 300 curtidas
45 comentários
530 compartilhamentos

A reportagem, assinada por André Cabette Fábio, buscou uma visão diferente do que é de fato a corrupção, através da opinião de pesquisadores e especialistas.

Também pesquisamos sobre outro portal de notícias, chamado Pragmatismo Político. Apesar das críticas por parte de jornalistas sobre a veracidade das informações sobre o portal, além da qualidade dos textos e dos materiais produzidos, o Pragmatismo Político é um dos sites mais visitados e compartilhados por um setor bem específico da sociedade, que já não confia mais nos meios tradicionais.

Nesta semana, o Pragmatismo Político também conseguiu números excelentes no Facebook:

Números:

19 mil curtidas
580 comentários
11 mil compartilhamentos

A reportagem, assinada pelo próprio site, relata sobre o programa do comediante britânico John Oliver na HBO. No ‘Last Week Tonight with John Oliver’ da semana passada, o apresentador resolveu abordar a crise brasileira.

Outro site também muito questionado, porém muito clicado pelos que já não costumam acompanhar a mídia tradicional, é o Diário do Centro do Mundo.

Números:

7 mil e 400 curtidas
296 comentários
4 mil e 100 compartilhamentos

O texto, escrito por um dos criadores do portal, Kiko Nogueira, denuncia a ameaça do presidente da Câmara dos Deputados contra um deputado que pretendia votar contra o impeachment.

O congressista em questão é Aliel Machado, da Rede, e mostra informações de bastidores com qualidade e bem detalhadas — apesar de seguir claramente um editorial político bem específico, no caso, contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Já a nossa agência, o Democratize, também segue nessa lista.

Em menos de 1 mês, conseguimos quase dobrar o número de seguidores no Facebook. No dia 21 de março, a página contava com 12.887 curtidas — enquanto hoje, já ultrapassa o número de 22 mil e 200 pessoas acompanhando as publicações na rede social.

Durante a semana, a nossa publicação que contou com mais alcance foi a foto abaixo, clicada pelo nosso fotógrafo em Brasília, Gustavo Oliveira:

Números:

15 mil curtidas
480 comentários
12 mil compartilhamentos

Realizamos só no domingo, dia da votação no impeachment, uma cobertura em tempo real nas três principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Foram centenas de fotos produzidas, dezenas de vídeos e publicações em tempo real. Entrevistas, denuncias e flagrantes.

Todo o nosso material foi compartilhado no Facebook e pelo Medium, gerando um alcance semanal de quase 3 milhões de pessoas.


Vamos utilizar o comparativo agora com os dois maiores veículos da comunicação tradicional no Brasil.

Começando pela Folha de S. Paulo, que recentemente adotou um editorial contra o impeachment mas a favor de novas eleições gerais no Brasil.

Essa foi a publicação da Folha que mais repercutiu na semana no Facebook:

Números:

13 mil curtidas
Mil e 900 comentários
7 mil e 500 compartilhamentos

A reportagem em questão denunciava a fala do deputado Marco Feliciano (PSC) sobre o presidente da casa, Eduardo Cunha.

Já o Estadão, que adotou uma postura de confronto com a própria Folha, lançou um editorial recentemente apoiando o impeachment, chegando a vincular em sua propaganda na TV a sua capa sobre o protesto do dia 13 de março, que teria reunido 1 milhão de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo.

A reportagem que mais repercutiu no Estadão foi essa:

Números:

13 mil curtidas
781 comentários
15 mil compartilhamentos

A reportagem relata a tentativa de um grupo de bolivianos chegarem ao Distrito Federal para participar de manifestações contra o impeachment.

Após adotar uma postura mais radical contra o governo Dilma, tem sido o Estadão o jornal “favorito” daqueles que apoiam a saída da presidenta do Planalto. Logo então, sua reportagem mais replicada nas redes sociais não poderia ser outra, senão uma relatando algo constrangedor envolvendo militantes pró-governo Dilma.


O que fica de bom nisso?

Apesar das páginas dos jornais mais convencionais ainda contarem com maior número de seguidores e de alcance, a mídia alternativa demonstrou ser capaz de construir uma narrativa diferente da mídia corporativista, conseguindo um alcance além do seu público padrão.

A matéria citada pelo site Pragmatismo Político conseguiu mais repercussão do que os 2 posts que mais ‘bombaram’ na Folha e Estadão no Facebook.

Um exemplo de que na batalha da polarização política, existe um reflexo disso também no jornalismo brasileiro.

By Democratize on April 18, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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