Foto: Wagner Maia/Democratize

No Rio, grande protesto contra a PEC 241 é reprimido pela PM

Assim como em várias cidades do Brasil, o Rio de Janeiro protagonizou uma noite de manifestações nesta segunda-feira (17). O ato contra a PEC 241, projeto que congela o orçamento para Educação e Saúde por 20 anos, reuniu uma multidão na Cinelândia, e foi alvo da violência policial.

Manifestações contra a PEC 241 se espalharam ao redor do país nesta segunda-feira (17), no que parece ser o primeiro passo de uma mobilização nas ruas para barrar o projeto, defendido pelo presidente Michel Temer (PMDB).

No Rio de Janeiro não foi diferente.

Dezenas de milhares de pessoas atenderam ao chamado, e compareceram em peso na Cinelândia no final da tarde. O ato tinha como objetivo chegar na sede da Petrobrás.

Porém, a Polícia Militar impediu que a manifestação seguisse ao local planejado. Ao se aproximarem do elevado de acesso ao edifício da Petrobrás, uma confusão começou causando correria, pânico e pancadaria.

A partir dai, os manifestantes tentaram retornar para a Cinelândia e reorganizar a manifestação. Porém, a PM voltou para o local de concentração, com o objetivo de dispersar o ato, atirando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Foto: Wagner Maia/Democratize

Um bar na região foi invadido por policiais, quando frequentadores questionaram a violência desproporcional da PM.

Segundo informações, dois jornalistas ficaram feridos. Um deles foi conduzido para a delegacia, enquanto outro foi ferido na cabeça. Além deles, manifestantes também foram feridos e presos pela Polícia Militar.

Foto: Wagner Maia/Democratize
A PEC 241 foi aprovada durante primeira votação na Câmara dos Deputados, na semana passada. Porém, o projeto ainda segue para mais três fases: a segunda votação na Câmara, e duas no Senado Federal.

O projeto tem como objetivo limitar o teto de gastos do governo federal, congelando o orçamento de áreas sociais como Educação e Saúde, além de afetar diretamente também programas assistencialistas.

Fortemente defendido pelo governo de Michel Temer, a PEC 241 também é alvo de críticas de economistas e especialistas. Ao mesmo tempo, boa parte dos meios de comunicação mais tradicionais apoiam o projeto — praticando lobby através da mídia em defesa da sua “necessidade”. Mesmo ponto de vista dos empresários, como Paulo Skaf (Fiesp).

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