O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), quer que a votação de Eduardo Cunha (PMDB) seja votada não só após os Jogos Ol…

No Congresso, a rapidez contra Dilma não é refletida na lentidão contra Cunha

No Congresso, a rapidez contra Dilma não é refletida na lentidão contra CunhaO presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), quer que a votação de Eduardo Cunha (PMDB) seja votada não só após os Jogos Ol…


No Congresso, a rapidez contra Dilma não é refletida na lentidão contra Cunha

Foto: Lula Marques/AGPT

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), quer que a votação de Eduardo Cunha (PMDB) seja votada não só após os Jogos Olímpicos, como também depois do Senado encerrar o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT).


Enquanto o clima é de pressa nos corredores do Senado Federal pelo encerramento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a mobilização contra o deputado afastado Eduardo Cunha caminha lentamente na Câmara.

Isso por causa não apenas dos Jogos Olímpicos, como também por conta do processo contra Dilma.

Nesta quarta-feira (10), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sinalizou para os líderes da base aliada que deverá pautar o pedido de cassação de Cunha só na metade de setembro — entre o dia 12 e 16.

Outras “desculpas” utilizadas por Maia foi o “excesso de trabalho” na Câmara, além do início da campanha eleitoral para as eleições municipais deste ano. Depois, o processo de impeachment de Dilma deve comandar os debates dentro da Casa, e ainda no começo de setembro, segundo Maia, é inviável a votação por causa do feriado de 7 de setembro, “o que diminuiria o quórum”.

A oposição na Câmara se demonstra completamente insatisfeita com a parcialidade da presidência da Casa, exigindo que seja escolhida uma data mais próxima para decidir o futuro do deputado afastado.

Rodrigo Maia, Michel Temer e o governador do Rio de Janeiro, Pezão | Foto: Beto Barata/PR

Nesta terça-feira (9), senadores abriram mão de discursar durante votação e análise do processo contra Dilma Rousseff, com o objetivo de agilizar o encerramento do processo — o mesmo não tem sido feito quando o assunto é Eduardo Cunha, já que os partidos da base aliada enxergam na imagem do deputado afastado algo que possa “atrair informações negativas” caso seja de fato cassado. Portanto, seria melhor deixar para depois do processo de impeachment, quando o presidente interino Michel Temer assumir oficialmente a presidência da República, se tornando cada vez mais intocável.

O receio de uma possível delação do ex-presidente da Câmara é o motivo principal, segundo informações nos bastidores em Brasília.

Com isso, a melhor forma de afastar Cunha seria depois de afastar Dilma — protegendo e blindando o governo do PMDB.

Logo após eleito para a presidência da Casa, Rodrigo Maia afirmou para a imprensa que Cunha “foi talvez o melhor presidente” que a Câmara já teve em sua história. Sua proximidade com o deputado afastado não é novidade — sendo que Maia foi uma das lideranças mais ativas dentro do Congresso pelo afastamento de Dilma Rousseff, principal bandeira de Eduardo Cunha em seus últimos meses na presidência.

“Eu ajudei a eleger presidente da Câmara o Eduardo Cunha contra um candidato do PT. O presidente Eduardo Cunha no plenário foi talvez o melhor presidente que nós tivemos, colocava para pautar a Câmara, mas acho que talvez tenha sido poder demais”, disse após eleito.

By Democratize on August 11, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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