Capital inglesa teve um aumento de 40 mil ciclistas, em 1990, para 180 mil, em 2014, e em breve o seu número ultrapassará o de automóveis.

Na contramão do Brasil, a cidade de Londres terá em breve mais bicicletas do que carros

Na contramão do Brasil, a cidade de Londres terá em breve mais bicicletas do que carrosCapital inglesa teve um aumento de 40 mil ciclistas, em 1990, para 180 mil, em 2014, e em breve o seu número ultrapassará o de automóveis.


Na contramão do Brasil, a cidade de Londres terá em breve mais bicicletas do que carros

Foto: Wikipedia

Capital inglesa teve um aumento de 40 mil ciclistas, em 1990, para 180 mil, em 2014, e em breve o seu número ultrapassará o de automóveis.

A bicicleta é uma revolução silenciosa e inevitável. Essa é a conclusão de um relatório do Transport for London (TfL), que indica que, em breve, o número de ciclistas será maior do que o de motoristas de carros na cidade inglesa.

De acordo com o estudo, o número de veículos particulares que circulam pelo centro da cidade caiu para metade, passando de 137 mil para 64 mil por dia na última década. Ao mesmo tempo, a quantidade de ciclistas mais que duplicou neste período, subindo de 12 mil para 36 mil na região central. Considerando os números da cidade inteira, houve um crescimento de 40 mil ciclistas em 1990 para 180 mil em 2014.

Isso aconteceu devido à implementação de portagens urbanas e aos altos níveis de congestionamento na cidade. Além do maior número de bicicletas, também foi verificado um aumento expressivo na quantidade de pessoas que se locomovem a pé e utilizando os transportes públicos – uma mudança sem precedentes quando falamos de grandes cidades. Para fomentar esta tendência, Londres está a investir em diversas ações para facilitar a vida do ciclista, como a construção de ciclovias e a remodelação de ruas, favorecendo o uso da bicicleta. Com isso, espera obter melhorias não só nos índices de engarrafamentos, mas também na qualidade do ar e no bem estar da população local.

Enquanto isso, no Brasil, temos um automóvel para cada quatro habitantes no país. A cidade de São Caetano, em São Paulo, é a que tem mais carros por habitante: 2 para cada 3. A frota brasileira cresce onze vezes mais rápido do que a população, e já é suficiente para cobrir Barbados, no Caribe.

Na última década, o aumento percentual do número de veículos foi onze vezes maior que o da população. De 2001 a 2012, a frota brasileira passou de 24 milhões em 2001 para 50 milhões de veículos. Ou seja, em apenas dez anos, surgiu nas ruas a mesma quantidade de carros criada ao longo de todas as décadas anteriores. Os dados são do Denatran, compilados pelo Observatório das Metrópoles, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia e podem ser acessados na íntegra aqui.

O mais impressionante é o espaço que esses carros ocupam. Se fossem colocados lado a lado, demandariam uma área semelhante a de Barbados, no Caribe, terra natal da cantora Rihanna e cenário paradisíaco — está aí uma boa imagem para se ter em mente na hora de colocar o carro em ponto morto no meio da rodovia. Se o ritmo de crescimento da frota brasileira for mantido nos próximos anos, chegaremos a 2022 com mais de 94 milhões de carros circulando pelo país, o que demandaria uma área maior do que a de Singapura para comportar todos eles lado a lado.

No ano passado, a cidade de São Paulo bateu a marca de 8 milhões de veículos. O avanço do número de automóveis por pessoa é, porém, um dos quesitos mais alarmantes. Em março de 2011, quando a frota da capital bateu a casa de 7 milhões, a capital tinha aproximadamente um carro para cada 2,19 habitante se levadas em conta as projeções populacionais da Fundação Seade. Hoje, essa relação baixou para 2,03. Segundo especialistas, não existe outra solução a não ser investimento em transporte público, de forma maciça.

Consideradas uma das marcas da gestão petista de Fernando Haddad na capital paulista, as ciclovias tiveram um recuo drástico de aprovação para a população, em pesquisa realizada em novembro do ano passado. Enquanto em setembro do ano retrasado 80% dos paulistanos eram a favor das ciclovias, hoje esse percentual caiu para 56%.

Parece que o brasileiro segue na contramão das principais capitais do mundo.

By Democratize on February 14, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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