A ONG Rio de Paz realizou uma ação nesta sexta-feira (10) na Avenida Paulista para alertar a população sobre a cultura de estupro no Brasil…

Na Av. Paulista, ONG chama a atenção da população sobre a cultura do estupro

Na Av. Paulista, ONG chama a atenção da população sobre a cultura do estuproA ONG Rio de Paz realizou uma ação nesta sexta-feira (10) na Avenida Paulista para alertar a população sobre a cultura de estupro no Brasil…


Na Av. Paulista, ONG chama a atenção da população sobre a cultura do estupro

Foto: Francisco Toledo/Democratize

A ONG Rio de Paz realizou uma ação nesta sexta-feira (10) na Avenida Paulista para alertar a população sobre a cultura de estupro no Brasil. A intervenção ocorre após mais uma jovem vítima surgir nos noticiários, desta vez no estado do Piauí.


Com fotos de Marcio Freitas, a ONG Rio de Paz levantou vários painéis na calçada do MASP nesta sexta-feira (10), na Avenida Paulista. Além das fotografias do ensaio “Não me calarei”, cerca de 420 calcinhas foram colocadas no chão, simbolizando a quantidade de mulheres estupradas no Brasil a cada 72 horas (por ano, são cerca de 50 mil).

A ação, coordenada pela Rio de Paz, acontece após o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro ser massivamente noticiado pela mídia nacional e estrangeira, envolvendo uma jovem de apenas 16 anos, que foi vítima de abuso sexual por parte de pelo menos 33 homens.

Recentemente, no estado do Piauí, mais uma vítima de 14 anos foi violentada por 4 homens nesta terça-feira (7).

Este foi o segundo caso coletivo de violência sexual em menos de um mês no Estado.

Para a ativista da Rio de Paz, Fernanda Vallim, esse tipo de ação serve para alertar a população sobre a realidade da cultura de estupro no Brasil.

“Nós estamos pedindo três coisas com essa manifestação. Primeiro é que ocorra o acolhimento dessas vítimas, que exista uma estrutura melhor para acolhimento e denúncia dos casos de estupro — para que não gere mais impunidade ainda. Estamos pedindo o combate contra a impunidade. Queremos políticas para as mulheres mais pobres das comunidades, elas são as mais vulneráveis”, disse a ativista para o Democratize.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

A ação em São Paulo ocorreu inicialmente no Rio de Janeiro, no dia 6 de junho, quando a ONG realizou a mesma intervenção na Praia de Copacabana. Segundo Fernanda, a intenção é repetir a mesma ação em outros estados, sendo que o próximo seria em Brasília, com a possibilidade de levar a intervenção para fora do país, em cidades como Nova York e Tokyo.

Foto: Francisco Toledo/Democratize


Reportagem por Francisco Toledo, fotojornalista e co-fundador da Agência Democratize

By Democratize on June 10, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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