Mulheres de movimentos populares e feministas, partidos políticos, sindicatos e centrais sindicais, reunidas pela arte, em defesa da…

Mulheres contra o golpe: “Estamos em luta e não sairemos dela”

Mulheres contra o golpe: “Estamos em luta e não sairemos dela”Mulheres de movimentos populares e feministas, partidos políticos, sindicatos e centrais sindicais, reunidas pela arte, em defesa da…


Mulheres contra o golpe: “Estamos em luta e não sairemos dela”

Foto: Helena Zelic/Marcha Mundial das Mulheres

Mulheres de movimentos populares e feministas, partidos políticos, sindicatos e centrais sindicais, reunidas pela arte, em defesa da democracia e contra o golpe. Assim foi o ato desta terça-feira, 5 de abril, na Praça Roosevelt, com apresentações culturais diversas e vozes unidas por uma forte conviccção: Não vai ter golpe.

Entre intervenções cênicas, grafite, poesia, música e projeções nos prédios ao redor da praça, mulheres relembraram os anos de luta para que tivessem o poder de fala e o direito de se expressar, seja em uma praça ou quaisquer outros lugares. O Comitê de Mulheres Pela Democracia e Contra o Golpe tem organizado atos como este e aulas públicas por toda a cidade de São Paulo. Para estas mulheres, a defesa por este projeto de governo é urgente, assim como o combate ao retrocesso.

Ao microfone, mulheres reforçaram que Dilma foi democraticamente eleita e sua permanência representa a possibilidade de diálogo com movimentos sociais e pautas relacionadas às minorias. Entre as falas, Valeria, da UNA-LGBT (União Nacional LGBT), exigindo que suas conquistas sejam respeitadas. “O direito para que hoje eu possa estar aqui falando com vocês, e não em um esquina, como muitas de nós somos obrigadas, por causa de fascistas que querem este golpe. Porque este golpe simboliza não só a derrubada do PT e da presidenta Dilma, mas sim a perda dos nossos direitos adquiridos.”

Foto: Helena Zelic/Marcha Mundial das Mulheres

Juliana Borges, da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres do PT, destacou a importância da participação ativa de mulheres em ações como esta. “Estamos aqui pela democracia, pela liberdade, que são pautas caras para as mulheres. A gente sabe que nossos direitos só avançam em contextos e sistemas democráticos e é por isso que nós estamos sendo protagonistas nesse processo não só hoje, pois não é de agora nossa sede por barrar o golpe; nós mulheres estamos nas ruas há muito tempo, pelo Fora Cunha e por mais direitos.”

Na agenda do Mulheres Contra o Golpe já há outras atividades agendadas, entre elas uma aula pública dia 8 de abril, às 18h, no acampamento Patriarca; o evento “Mulheres pela Democracia”, dia 12 de abril, em São Miguel Paulista; e outra ação no dia 16 de abril, na Capela do Socorro/Parelheiros. Curta a página no Facebook e fique atento à programação.

Foto: Helena Zelic/Marcha Mundial das Mulheres


Reportagem por Tatiana Oliveira, colaboradora da Agência Democratize e blogueira do A Última Crônica

By Democratize on April 6, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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