Em uma tentativa desesperada de trazer de volta as atenções das ruas contra a presidente afastada Dilma Rousseff, os movimentos de rua…

Movimentos “contra a corrupção” planejam manifestação por “Fica Temer”

Movimentos “contra a corrupção” planejam manifestação por “Fica Temer”Em uma tentativa desesperada de trazer de volta as atenções das ruas contra a presidente afastada Dilma Rousseff, os movimentos de rua…


Movimentos “contra a corrupção” planejam manifestação por “Fica Temer”

Foto: Wesley Passos/Democratize

Em uma tentativa desesperada de trazer de volta as atenções das ruas contra a presidente afastada Dilma Rousseff, os movimentos de rua “anti-corrupção” convocaram atos para o final de Julho.


Após terem sofrido com duras baixas na opinião pública por conta do financiamento de partidos políticos para a articulação de manifestações contra a presidente afastada Dilma Rousseff, os movimentos “anti-corrupção” devem voltar para as ruas no final do próximo mês.

Trata-se de uma tentativa de “reafirmar com a sociedade civil” a vontade de não ter mais a petista como Presidente da República.

Mas talvez o vento não esteja do lado deles, pelo menos desta vez.

No evento marcado para o dia 31 de Julho “em todo o Brasil”, apenas 4,5 mil pessoas confirmaram presença até o momento pelo Facebook, na página do Movimento Brasil Livre. Considerando as manifestações que ocorreram antes do processo ser aprovado pelo Senado Federal, trata-se de uma queda drástica.

Manifestação contra Dilma liderada pelo deputado Paulinho da Força: acabou o fôlego? | Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Para muitos analistas políticos, o motivo disso é que um ato contra Dilma Rousseff, afastada de seu cargo, não represente mais nos dias de hoje o que significava meses atrás.

Sem poderes e assistindo de longe os escândalos que surgem toda semana no governo interino sob o comando de Michel Temer, a presidente afastada consegue respirar aliviada politicamente — ao contrário do seu ex-colega de chapa do PMDB, que em menos de um mês de governo pode ter um ex-ministro atrás das grades muito em breve.

Outro fator importante é a proximidade desses grupos, que em teoria deveriam combater a corrupção, com um governo “claramente corrupto”.

Nas páginas oficiais do Vem pra Rua e Movimento Brasil Livre, por exemplo, postagens ocorrem diariamente favorecendo o governo interino, com elogios e mensagens de apoio ao presidente interino Michel Temer.

O próprio Revoltados On Line, considerado mais radical e “anti-partidarismo” pelos grupos de direita, publicou uma postagem “em apoio ao senador Aécio Neves (PSDB”, afirmando que o tucano seria o único capaz de parar o fluxo de senadores contra Michel Temer.

Dilma e ministros são recebidos com abraços por manifestantes em seu último dia de governo após votação do Senado | Foto: Alice V/Democratize

A própria classe política se mostra insatisfeita com o resultado do impeachment até o momento.

Senadores como o Romário (PSB) já anunciaram a possibilidade de mudar seu voto final sobre a saída da presidente afastada, por conta do negativismo em torno desse primeiro mês de governo interino em Brasília, com escândalos semanais nas capas dos jornais.

Por esses motivos, o “Fica Temer” deve ser mais vazio do que o esperado pelos próprios organizadores.

Enquanto isso, do outro lado, manifestações estão ocorrendo em todo o país contra o governo interino continuam crescendo.

Para o dia 10 deste mês, na sexta-feira, será organizada uma mobilização em todas as capitais do país, além de paralisações em fábricas e órgãos públicos contra Michel Temer. Estradas devem ser trancadas e manifestações já estão planejadas, o que mostra o poder de fogo dos setores anti-Temer em um momento tão delicado para a política.

By Democratize on June 8, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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