O novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi o responsável pela agressão contra vários colegas da imprensa durante sua gestão como…

#MoraesNão: não podemos ter um Ministro da Justiça que ataca a imprensa

#MoraesNão: não podemos ter um Ministro da Justiça que ataca a imprensaO novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi o responsável pela agressão contra vários colegas da imprensa durante sua gestão como…


#MoraesNão: não podemos ter um Ministro da Justiça que ataca a imprensa

Foto: Edson Cruz Costa

O novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi o responsável pela agressão contra vários colegas da imprensa durante sua gestão como secretário de Segurança Pública em São Paulo. Autoritário e questionado por ONGs de Direitos Humanos e movimentos sociais, Moraes significa o pior retrocesso contra a liberdade de imprensa e de manifestação.


A Agência Democratize, como veículo de comunicação alternativo, não poderia se calar diante da nomeação de Alexandre de Moraes para o Ministério da Justiça, indicado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB).

A nossa agência nasceu justamente após a chacina de agosto de 2015, quando policiais militares assassinaram cerca de 19 pessoas na região oeste da Grande São Paulo, em cidades como Osasco e Barueri.

Em nossa primeira reportagem, acompanhamos duas manifestações que ocorriam no dia 16 de agosto: uma na Avenida Paulista, pelo impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff; e outra no Jardim Munhoz, bairro periférico de Osasco onde ocorreram parte dos assassinatos.

Então secretário de Segurança Pública do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes preferiu marcar presença com objetivos puramente eleitorais na Avenida Paulista, do que dialogar com a população da periferia que acabava de sofrer a pior chacina de sua história.

Nossos jornalistas questionaram a presença de Moraes no protesto — e ele ignorou todas as perguntas. Veja abaixo.

Não por acaso, a Polícia Militar e a SSP manipularam e fizeram o possível para atrasar as investigações sobre a chacina, segundo informam advogados de direitos humanos e ONGs como a Rio de Paz, que acompanharam o caso desde o começo.

Além de sua gestão questionável envolvendo Direitos Humanos, Moraes também não parece gostar tanto quando as atenções da imprensa procuram questionar a sua atuação.

No dia 12 de janeiro deste ano, durante protesto promovido pelo Movimento Passe Livre, cerca de 9 jornalistas ficaram feridos por conta de agressões partindo da Polícia Militar, segundo informou nota oficial da ABRAJI (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Um deles foi o nosso co-fundador e fotojornalista, Francisco Toledo, que foi atingido por uma bomba de efeito moral na perna, levando 6 pontos e ficando incapacitado de trabalhar por pelo menos 1 mês. Um pedaço de estilhaço com cerca de 2cm se manteve dentro do seu corpo — a equipe médica não conseguiu retirar.

Em outro protesto deste ano, no dia 22 de janeiro, mais 7 jornalistas ficaram feridos por conta de ações da Polícia Militar. Um deles foi o fotojornalista Juliano, da TVDrone, também por conta de uma bomba de efeito moral atingindo a sua perna. Juliano ficou pelo menos 2 meses sem poder trabalhar.

A agressão contra a imprensa só não foi pior do que a forma como a SSP tratou as manifestações do Movimento Passe Livre neste ano.

De forma inconstitucional, a Polícia Militar quis ditar o trajeto e pontos de concentração das manifestações, não permitindo que os próprios manifestantes decidissem por quais vias a marcha seguiria.

Por outro lado, Moraes mostrou sua parcialidade com o tratamento diferenciado em manifestações pelo impeachment da então presidenta Dilma Rousseff, enquanto utilizava a Polícia Militar de forma política para criminalizar movimentos sociais e sindicais que apoiassem a petista.

O então secretário Alexandre de Moraes durante tentativa fracassada de reintegração sem mandado do Centro Paula Souza neste ano | Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

O Democratize repudia a nomeação de Alexandre de Moraes por acreditar que sua presença no Ministério da Justiça servirá apenas para diminuir o poder de atuação de poderes independentes como a Polícia Federal e Ministério Público, além de utilizar de sua máquina de repressão para perseguir movimentos sociais e sindicais, com o objetivo de garantir a estabilidade do novo governo.

Não podemos tolerar um homem que foi capaz de usar uma instituição pública como a Polícia Militar com fins políticos e partidários em um cargo de tal importância. Muito menos tolerar um novo ministro da Justiça que é conhecido por sua falta de diálogo com a imprensa livre, não reconhecendo a liberdade de expressão como máquina legal e constitucional.

Convidamos os demais meios de comunicação que tiveram jornalistas agredidos em operações militares com ordens de Alexandre de Moraes para repudiar tal nomeação.

Moraes Não.
#MoraesNão


Nota oficial da equipe da Agência Democratize em São Paulo e Rio de Janeiro

By Democratize on May 13, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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