Quase 500 assinaturas já foram oficializadas por militantes e filiados do Partido Socialista Brasileiro, contra a postura adotada por seus…

Militância do PSB faz abaixo-assinado repudiando voto pró-impeachment do partido

Militância do PSB faz abaixo-assinado repudiando voto pró-impeachment do partidoQuase 500 assinaturas já foram oficializadas por militantes e filiados do Partido Socialista Brasileiro, contra a postura adotada por seus…


Militância do PSB faz abaixo-assinado repudiando voto pró-impeachment do partido

O então exilado Miguel Arraes volta para sua cidade natal no Ceará, após anistia | Foto: Alberto Ferreira

Quase 500 assinaturas já foram oficializadas por militantes e filiados do Partido Socialista Brasileiro, contra a postura adotada por seus deputados que devem votar, juntos, pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff neste domingo (17).

Fundado em 1947 sob a liderança de João Mangabeira, Hermes Lima e Domingos Vellasco, o Partido Socialista Brasileiro vive hoje um verdadeiro dilema ideológico.

Nos anos 60, o partido se posicionou ao lado do então presidente João Goulart, contra o avanço de setores conservadores que desejavam barrar seu projeto progressista de reforma agrária e estrutural. Figuras do partido como Altino Dantas chegaram a pegar em armas contra o regime, ingressando na ALN.

Não se trata do mesmo contexto histórico.

Mas mesmo assim, aparentemente sua militância de base não está muito satisfeita com o posicionamento de seus deputados no Congresso sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O partido que já teve o histórico Miguel Arraes, governador do Pernambuco, entre suas lideranças mais recentes, hoje declara apoio incondicional ao impeachment de Dilma, que deve ser votado neste domingo, dia 17. Aliado do governo petista desde Lula em 2002, o PSB saiu da base governista em meados de 2012, na tentativa de viabilizar o então pré-candidato Eduardo Campos para a presidência em 2014.

Com um abaixo-assinado, os militantes do PSB pedem que seus deputados respeitem a história do partido. Com quase 500 assinaturas, o texto de introdução denuncia a postura autoritária de seus deputados:

Nossos dirigentes nas últimas horas classificaram nossa Carta aberta como sendo “apócrifa” e que éramos “militantes do PT infiltrados” dentro do partido. Ou seja, preferem criminalizar sua militância, calar e dar as costas para sua base ao invés de simplesmente reconhecer que estão traindo da história do PSB e se alinhando com um futuro (des)governo Temer.”

O manifesto ainda aponta que o direcionamento ideológico do partido segue o caminho oposto de sua militância, apontando outros elementos como o apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno de 2014, e também o alinhamento com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante votação das “pautas bombas” no ano passado.

O texto termina criticando esse posicionamento, ironizando o fato do PSB atuar recentemente como “linha auxiliar” dos tucanos:

Esse manifesto é para dizer que não seremos uma linha auxiliar do PSDB, muito menos um capacho do PMDB e tampouco tapete para grande mídia. É um manifesto da esquerda brasileira que jamais negará a política e que estará nas ruas quando for preciso para defender nossa causa, nossa ideologia e nossa proposta de nação.”

Atualmente, o PSB conta com uma bancada de 31 deputados federais e 7 senadores — número que se fosse aliado do governo Dilma, seria capaz de barrar o impeachent, pela mais recente conta feita nos bastidores petistas.

By Democratize on April 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: