Após decisão de paralisar as atividades nesta quarta-feira (01), os metroviários desafiam o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se não quer…

Metroviários desafiam Alckmin: greve ou catraca livre

Metroviários desafiam Alckmin: greve ou catraca livreApós decisão de paralisar as atividades nesta quarta-feira (01), os metroviários desafiam o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se não quer…


Metroviários desafiam Alckmin: greve ou catraca livre

Foto: Romerito Pontes

Após decisão de paralisar as atividades nesta quarta-feira (01), os metroviários desafiam o governador Geraldo Alckmin (PSDB): se não quer greve, libere as catracas.


Nesta terça-feira (31), uma nova assembleia deve ocorrer às 18h30 para decidir sobre a paralisação de quarta, 1 de Junho. A tendência, segundo informações repassadas por sindicalistas, é que a categoria aprove a greve após uma série de tentativas de conciliação e acordos com o Estado.

Os trabalhadores pedem aumento de 10,82% mais 6,59% de aumento real. O Ministério Público do Trabalho sugere que o reajuste salarial acompanhe o Índice de Preços ao Consumidor (IPC/Fipe), que está em torno de 10,3%. Já o Metrô apresentou uma contraproposta de 10% de reajuste, parcelado em 2 vezes.

Hoje, antes da assembleia, uma segunda audiência de conciliação entre os trabalhadores e a empresa Metrô deve ocorrer nesta tarde, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na capital paulista.

A última proposta oferecida aos empregados, na segunda-feira da semana passada (23), era de reajuste de 7,5%. O índice ficou abaixo do sugerido pelo Ministério Público do Trabalho, que defendeu a reposição de 10,3%, referente a inflação media pelo Índice de Preços ao Consumidor.

Apesar da greve ainda não ter sido oficializada, o jornal Folha de S. Paulo publicou nesta terça-feira uma reportagem com a intenção de já criminalizar a categoria por conta de uma possível paralisação.

Com título “Metroviário de SP tem aumento acima da inflação em 9 dos últimos 10 anos”, o jornal tenta desqualificar as demandas da categoria com a opinião pública. Na reportagem, o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, rechaçou o ponto levantado pela Folha: “O mais importante para nós é ter melhores condições de trabalho, mais contratações de funcionários e não haver aumento do preço da tarifa”.

A Folha também ignorou dois pontos importantes.

O primeiro é o desafio da categoria contra o governador Geraldo Alckmin, de deixar de lado a paralisação e liberar as catracas.

“Se o governo estadual quiser mesmo negociar com os trabalhadores e favorecer a população, basta acatar a proposta da categoria metroviária: estamos dispostos a trabalhar no dia da greve se as catracas forem liberadas para a população. Assim nos manifestamos em luta por um transporte público de qualidade ao lado de quem vive diariamente no sufoco”, diz o informe do sindicato no Metrô News.

Outro ponto deixado de lado pela Folha é a tentativa do governo tucano de privatizar o metrô em São Paulo. O governador propôs a privatização o trecho em operação e a construção do trecho restante da Linha 5 Lilás do Metrô, no ano passado.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

By Democratize on May 31, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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