Baixa em adesão ao protesto marcado para o dia 31 deste mês (domingo) fez um dos grupos anti-Dilma cancelar ato. Porém, a manifestação…

Marcado para o dia 31, protesto contra Dilma tem menor adesão nas redes

Marcado para o dia 31, protesto contra Dilma tem menor adesão nas redesBaixa em adesão ao protesto marcado para o dia 31 deste mês (domingo) fez um dos grupos anti-Dilma cancelar ato. Porém, a manifestação…


Marcado para o dia 31, protesto contra Dilma tem menor adesão nas redes

Foto: Alice V/Democratize

Baixa em adesão ao protesto marcado para o dia 31 deste mês (domingo) fez um dos grupos anti-Dilma cancelar ato. Porém, a manifestação ainda deve acontecer nas capitais do Brasil, mesmo com a possibilidade de atos pedindo pelo “Fora Temer” no mesmo dia contarem com maior público.


Marcado para este domingo (31), a manifestação nacional contra a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) sofre com a baixa adesão nas redes sociais, que deve se refletir na rua.

O Movimento Brasil Livre, por exemplo, acabou cancelando sua participação e convocação para o dia. O grupo utilizou como justificativa algumas “reclamações” que teriam recebido sobre a data, “por ser volta das férias escolares e por coincidir com manifestação marcada por grupos petistas” — algo que até então nunca havia sido um problema para os movimentos anti-Dilma. Outro motivo dado pelo grupo foi que “a votação do impeachment no Senado acontecerá no final de agosto”.

Uma nova manifestação foi programada pelo grupo para o dia 21 de agosto.

Porém, os outros dois movimentos anti-Dilma resolveram por manter a data: o Revoltados Online, juntamente ao Vem pra Rua.

A baixa adesão nas redes sociais, porém, pode resultar em um “tiro no pé” contra o protagonismo dos movimentos de direita nas ruas, que desde 2015 ocuparam as principais avenidas do país com centenas de milhares de pessoas.

Desta vez pode ser diferente.

No evento oficial do Vem pra Rua, que é o maior protagonista das manifestações anti-Dilma, cerca de 100 mil pessoas confirmaram presença, além de outras 56 mil pessoas que “possuem interesse”.

O número parece grande, porém trata-se do “evento nacional”: ou seja, ele conta com a confirmação de pessoas de diversas partes do país, e não exclusivamente de uma cidade. Outro fator diferencial na conta acontece se formos comparar a adesão nas redes sociais na última manifestação, que ocorreu no dia 13 de março.

Manifestação contra Dilma Rousseff na Avenida Paulista, no dia 13 de março deste ano | Foto: Wesley Passos/Democratize

Cerca de 407 mil pessoas confirmaram presença no evento nacional do Vem pra Rua, com mais de 113 mil pessoas marcando a opção “tenho interesse” no dia 13. Tratou-se de maior manifestação contra o governo de Dilma Rousseff, principalmente em São Paulo, onde cerca de 1 milhão de pessoas participaram do ato.

O senso comum para explicar essa queda brusca na participação dos movimentos de direita é o próprio presidente interino Michel Temer.

Com baixa popularidade, adotando medidas polêmicas e impopulares, além de ter seu governo envolvido em diversos escândalos em menos de 3 meses, o apoio dos movimentos anti-Dilma ao governo interino gera uma insatisfação em boa parte do seu público. Além disso, a candidatura de membros do Movimento Brasil Livre, Vem pra Rua e Revoltados Online para cargos políticos nas eleições deste ano também geraram repercussão negativa.

Não por acaso, pela primeira vez desde o começo das manifestações em 2015, existe uma enorme possibilidade dos atos organizados por grupos sindicais e movimentos sociais ganharem maior adesão que os protestos contra Dilma.

Protesto contra Michel Temer na Avenida Paulista | Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

A Frente Povo sem Medo, organizada por grupos como o MTST, deve reunir um grande número de manifestantes neste domingo, com concentração às 14 horas no Largo da Batata.

Caso a expectativa de que as manifestações contra Temer ganhem maior força que os atos contra Dilma se comprovem, os movimentos de direita terão de repensar sua fórmula de atuação para tentar combater a possibilidade de um retorno da presidente afastada para seu cargo — uma tarefa difícil, tendo em vista a impopularidade de seu guru político, Michel Temer, além das constantes denúncias envolvendo o Movimento Brasil Livre, que teria recebido financiamento de partidos políticos como o PMDB para organizar protestos contra Dilma Rousseff.

By Democratize on July 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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