Já são 22 escolas ocupadas em São Paulo nesta segunda-feira, dia 9. Mesmo após a reintegração de posse no Centro Paula Souza e na Alesp, a…

Mapa em tempo real: já são 22 escolas ocupadas em São Paulo

Mapa em tempo real: já são 22 escolas ocupadas em São PauloJá são 22 escolas ocupadas em São Paulo nesta segunda-feira, dia 9. Mesmo após a reintegração de posse no Centro Paula Souza e na Alesp, a…


Mapa em tempo real: já são 22 escolas ocupadas em São Paulo

Reprodução/Maps

Já são 22 escolas ocupadas em São Paulo nesta segunda-feira, dia 9. Mesmo após a reintegração de posse no Centro Paula Souza e na Alesp, a jornada de luta dos secundaristas cresce cada vez mais. Acompanhe o mapa em tempo real.

Na última sexta-feira, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) parecia vitorioso após a desocupação no Centro Paula Souza e na Alesp.

Porém, a história segue diferente.

Nesta segunda-feira, mais escolas foram ocupadas por secundaristas no estado de São Paulo, chegando ao número de 22 no total. Antes das desocupações de sexta, eram 14.

A tendência, conforme mostrou o Democratize na semana passada, é que a mobilização ganhe mais força, já que a sociedade civil em geral se demonstrou favorável com a mobilização dos estudantes.

Veja o mapa atualizado em tempo real pela equipe do Democratize, mostrando quais escolas seguem ocupadas.


Mas afinal, o que querem os estudantes?

Os secundaristas estão se mobilizando por diversos motivos neste ano. Separamos os principais:

  1. A abertura da CPI da Merenda: investigado pela Polícia Civil, a Máfia da Merenda foi responsável pelo desvio de milhões de reais da verba destinada para a alimentação dos estudantes das escolas públicas do estado. Um dos principais envolvidos neste caso, segundo as investigações, é o deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB). Por conta disso (e de ter maioria na Casa), até o momento não foi aberta uma CPI para averiguar e investigar a atuação do deputado. Por conta disso, os estudantes ocuparam a Alesp na semana passada, com o objetivo de denunciar para a opinião pública sobre o tema, além de buscar assinaturas de deputados.
  2. O fechamento de salas de aula: segundo levantamento da Apeoesp (principal sindicato de professores da rede estadual no estado), cerca de mil salas de aula foram fechadas só neste ano pelo governo estadual. O sindicato e os estudantes chamam essa ação do governo de “reorganização disfarçada”, se referindo ao projeto de reorganização escolar defendida pelo governo tucano no ano passado, que fecharia quase 100 escolas em todo o estado. O Ministério Público do estado tem analisado a situação recentemente, cobrando explicações por parte do governo.
  3. Alimentação adequada nas escolas estaduais: talvez a principal pauta defendida pelos estudantes, a questão da merenda vai além da CPI. Os secundaristas acusam o governo estadual de não oferecer uma alimentação adequada nas escolas do estado, dando bolachas e salgadinhos ao invés de almoço — a chamada “merenda seca”, que não é suficiente para alunos que ficam cerca de 5 horas dentro da escola.

By Democratize on May 9, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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