Pelo quarto dia seguido, protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) ocorrem ao redor do Brasil. E novamente, pelo quarto dia seguido…

Manifestações contra Michel Temer são massacradas pela polícia

Manifestações contra Michel Temer são massacradas pela políciaPelo quarto dia seguido, protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) ocorrem ao redor do Brasil. E novamente, pelo quarto dia seguido…


Manifestações contra Michel Temer são massacradas pela polícia

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Pelo quarto dia seguido, protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) ocorrem ao redor do Brasil. E novamente, pelo quarto dia seguido, a Polícia Militar ataca de forma violenta os manifestantes. Para o domingo (04), o novo presidente mandou as Forças Armadas para São Paulo, com o objetivo de evitar mais um protesto contra o seu governo.


Uma semana que será difícil de esquecer: em quatro manifestações seguidas contra o presidente Michel Temer em São Paulo, a Polícia Militar utilizou a mesma tática de abuso de autoridade contra os manifestantes, no que vai se tornando uma mobilização popular com características parecidas com Junho de 2013 — quando manifestantes ocuparam as ruas do Brasil contra o aumento da tarifa no transporte público.

A diferença, é que agora existe a possibilidade das Forças Armadas serem utilizadas para conter os protestos.

Para o domingo (04), o novo presidente liberou o uso de soldados do Exército para manter a ordem na Avenida Paulista, onda a tocha paraolímpica deve passar. Ao mesmo tempo, manifestantes da Frente Povo Sem Medo e diversos outros movimentos sociais garantem que não irão desistir da manifestação, marcada para começar às 14 horas no vão livre do Masp.

E tudo isso ocorre após mais um dia de repressão em São Paulo e em outras capitais, como Porto Alegre.

Em São Paulo, mesmo após uma quarta-feira (31) sangrenta na cidade, onde dezenas de milhares de manifestantes foram brutalmente reprimidos pela PM, a manifestação continuou marcada para o vão livre do Masp. E lá estavam cerca de 5 mil pessoas, em um verdadeiro clima que misturava medo e indignação.

E não demorou muito para o clima piorar mais ainda.

A manifestação não conseguiu seguir o trajeto determinado em uma decisão coletiva entre os manifestantes e organizadores. O objetivo era caminhar até a sede do PMDB em São Paulo. Porém, a Polícia Militar não permitiu o trajeto, com o objetivo de proteger o prédio do partido.

Após muita negociação, os manifestantes acabaram seguindo um trajeto determinado pelos policiais, descendo a Consolação em direção ao Centro.

Foto: Fernando DK/DemocratizeFotos: Gustavo Oliveira/Democratize

E foi chegando na região da Avenida 9 de Julho que a situação mudou mais uma vez.

Manifestantes tentaram montar uma barricada com sacos de lixo e fogo no meio da avenida, para evitar um possível avanço dos policiais — que estavam basicamente cercando a manifestação do começo ao final.

Isso foi o suficiente para chover bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral no céu de São Paulo.

As pessoas buscavam abrigo nas residências e comércios da região, se protegendo como possível. Uma menina começou a ter um ataque de asma por causa do efeito das bombas de gás lacrimogêneo, sendo socorrida por membros do GAAP (grupo ativista que faz o trabalho de primeiros socorros em manifestações).

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Enquanto isso, a manifestação se dispersava nas ruas paralelas do Centro. Como tem sido costume, após a violência policial, manifestantes montavam barricadas em várias vias da cidade.

Próximo da Praça Roosevelt, moradores gritavam do alto dos prédios contra a ação da polícia, acompanhando os momentos de truculência contra os manifestantes. Ao mesmo tempo, o fotógrafo Fernando Fernandes acabou sendo atingido por uma bala de borracha nos lábios, ficando ferido. Outros casos de violência contra a imprensa foram registrados: um jornalista do coletivo Jornalistas Livres foi detido, sendo encaminhado para o 78DP, além de tentativas de limitar o trabalho da imprensa durante o ato, por parte da Polícia Militar.

Diferente de quarta, os grupos não conseguiram resistir por muito tempo nas vias paralelas do Centro, dispersando rapidamente após as investidas da Polícia Militar.

Mas não foi só São Paulo que sofreu com a violência em manifestação contra Michel Temer nesta quinta-feira.

Em Porto Alegre, um vídeo mostra um helicóptero da polícia atirando em pessoas do alto, após manifestação ser reprimida nas ruas da capital gaúcha.

Para sexta-feira (02), mais uma manifestação deve acontecer em São Paulo contra o presidente Michel Temer. Mas desta vez, a concentração será no Largo da Batata, às 18 horas. Até o momento cerca de 10 mil pessoas confirmaram presença no evento do Facebook.

Para o domingo, os movimentos sociais anunciaram que irão manter a convocação para o protesto na Avenida Paulista, mesmo após a Secretaria de Segurança Pública proibir o ato, além do encaminhamento das Forças Armadas pelo presidente Michel Temer.

Foto: Reinaldo Meneguim/DemocratizeFotos: Felipe Malavasi/DemocratizeFotos: Gustavo Oliveira/Democratize

By Democratize on September 2, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: