Nesta terça-feira (15), um manifestante foi detido pela polícia em protesto contra o projeto de reorganização do ensino. Apesar do ato não…

Mais uma pessoa detida em protesto contra reorganização em São Paulo

Mais uma pessoa detida em protesto contra reorganização em São PauloNesta terça-feira (15), um manifestante foi detido pela polícia em protesto contra o projeto de reorganização do ensino. Apesar do ato não…


Mais uma pessoa detida em protesto contra reorganização em São Paulo

Foto: Alice V./Democratize

Nesta terça-feira (15), um manifestante foi detido pela polícia em protesto contra o projeto de reorganização do ensino. Apesar do ato não ter sido convocado pelo Comando das Escolas em Luta, aparato militar utilizado foi considerado absurdo pela quantidade de pessoas presentes.

Mais um protesto contra o projeto de reorganização do ensino promovido pela gestão tucana em São Paulo foi realizado ontem, em São Paulo. Desde o começo da semana existiu um certo receio por parte dos ativistas e secundaristas em relação aos organizadores do protesto, principalmente após a nota oficial do Comando das Escolas em Luta sobre o ato.

Mesmo assim, no horário da concentração, dezenas de pessoas estavam presentes, no vão livre do Masp. O Democratize marcou presença para tentar entender quem eram os organizadores e qual relação dos mesmos com a mobilização secundarista em torno da resistência contra o projeto do governador Geraldo Alckmin.

Alunos e representantes do Comando das Escolas em Luta também compareceram na concentração, na tentativa de iniciar um diálogo com os organizadores do ato — já que os mesmos não teriam tomado a iniciativa de contato com o Comando, que representa de forma horizontal as decisões em torno das escolas ocupadas e das mobilizações dos secundaristas contra o projeto de reorganização.

Fotos: Alice V./Democratize

Os organizadores do ato desta terça, que se intitulam autônomos e apartidários, formados por “indivíduos tanto de esquerda quanto de direita”, acusaram o Comando das Escolas em Luta de querer monopolizar a atuação contra o projeto do governo estadual.

Porém, conforme constatado, o grupo organizador não conta com secundaristas. Por isso, o temor de que em um momento delicado da política brasileira — com protestos contra e a favor do impeachment — a causa defendida pelos secundarista acabasse se tornando apenas um instrumento de “desmobilização”, misturando pautas que não fazem parte das defendidas pelos estudantes.

Na concentração houve o diálogo entre os grupos que, no final, acabaram por decidindo seguir com o protesto — mesmo com um baixo número de manifestantes presentes.

Foto: Alice V./Democratize

O ato seguiu pela Paulista, descendo a Rua Augusta sentido Centro, até a Praça da República — onde fica o prédio da Secretaria da Educação.

A equipe do Democratize constatou um efetivo policial desnecessário e desproporcional acompanhando a manifestação — cerca de cinco policiais para cada manifestante, além de efetivo que monitorava o ato a distância.

O resultado disso foi um princípio de confusão em frente a Secretaria da Educação, onde um dos policiais que estavam no cordão em frente ao portão principal tentou agredir manifestantes que estavam com o rosto coberto por máscaras. Uma das faixas levadas para o ato também chegou a ser impedida de ser levantada em frente as grades de proteção da entrada do prédio.

Um manifestante foi detido pela Polícia Militar, acusado de “incitação a violência” contra as tropas. Segundo informações coletadas pelo Democratize, trata-se de um ativista de 19 anos que acompanhava o ato — não se sabe se é de fato um estudante secundarista ou não.

Fotos: Alice V./Democratize

O Comando das Escolas em Luta, que realizou uma assembleia mais cedo nesta terça, ainda não oficializou quais serão os próximos passos em torno da mobilização contra o projeto de reorganização do ensino, que foi suspenso pelo governador Geraldo Alckmin para 2016, onde seria feito um “trabalho de base e diálogo” com o objetivo de explicar e debater o projeto, para que então seja aplicado no ano seguinte.

Dezenas de escolas seguem ocupadas em todo o estado, apesar da tendência de que boa parte delas acabem sendo desocupadas até o final do ano. Secundaristas acusam o governo estadual do PSDB de aplicar uma manobra contra a mobilização, exigindo o cancelamento em definitivo do projeto de reorganização escolar, que fecharia mais de 90 escolas em todo o estado.


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By Democratize on December 16, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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