Ao contrário do Brasil, os protestos na França durante o 1º de Maio acabaram em confronto com a polícia. Em vários pontos do país…

Mais de 500 mil pessoas protestam na França: cerca de cem manifestantes presos

Mais de 500 mil pessoas protestam na França: cerca de cem manifestantes presosAo contrário do Brasil, os protestos na França durante o 1º de Maio acabaram em confronto com a polícia. Em vários pontos do país…


Mais de 500 mil pessoas protestam na França: cerca de cem manifestantes presos

Foto: Bo Hvidt

Ao contrário do Brasil, os protestos na França durante o 1º de Maio acabaram em confronto com a polícia. Em vários pontos do país, manifestações contra a nova lei trabalhista eclodiram em um momento histórico para a França. Mais de 100 manifestantes foram presos.

Por quase 2 meses, manifestações e ocupações tomaram conta da França. Neste Dia do Trabalhador, não foi diferente.

Na quinta-feira (28), quando os franceses tentaram construir uma “comuna” na Praça da República, mais de 100 pessoas já haviam sido presas e levadas para interrogatório. Até o momento, daqueles detidos, 24 permanecem na prisão.

Segundo os sindicatos que organizaram os protestos do 1º de Maio, cerca de 500 mil pessoas ao redor do país se manifestaram contra a nova lei trabalhista. Só em Paris foram mais de 100 mil pessoas. A manifestação acabou resultando em confronto com a polícia, que resultou em mais 100 novos presos, apenas em Paris. Outras cidades também registraram violência policial.

Na madrugada desta segunda-feira (02), a polícia expulsou os manifestantes que tentavam ocupar a Praça da República novamente. Manifestantes incendiaram motos e viaturas da polícia, enquanto eram alvo de bombas de gás lacrimogêneo.

A Praça da República tem se tornado símbolo dessa nova onda de manifestações na França, sob o movimento “Nuit Debout” (Noite de Pé). Em determinado momento, no começo de abril, mais de 200 praças ao redor do país estavam ocupadas contra a nova lei trabalhista, seguindo o exemplo de Paris.

O presidente da União Nacional de Estudantes da França (UNEF), William Martinet, denunciou o uso desproporcional de força pela polícia, aplicado através do Estado de Emergência — em vigor desde novembro do ano passado, quando ocorreram os atentados em Paris.

A nova lei trabalhista proposta pelo governo de centro-esquerda afeta diretamente conquistas históricas na França, e tem proporcionado ao país manifestações que podem sem comparadas com a Primavera Francesa, de 1968.

Universidades e fábricas foram ocupadas, praças públicas se tornaram “pequenas comunas”, e manifestações violentas ocorrem diariamente em praticamente todas as grandes cidades do país toda semana, desde a metade de março.

A lei trabalhista deve afetar diversos pontos, principalmente no que se diz respeito aos desempregados. Segundo a nova lei, não existirá mais igualdade nos acordos de demissão entre funcionário e empresas, além da carga horária que deve ser alterada. Mais de 20% dos jovens entre 18 e 24 anos na França estão desempregados.

By Democratize on May 2, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: