“Quem virou as costas e, até hoje, sequer receberam as Mães ou manifestaram singelos pêsames, sentimentos e solidariedade para as vítimas…

Mães de Maio rebatem Mano Brown e criticam governo Dilma

Mães de Maio rebatem Mano Brown e criticam governo Dilma“Quem virou as costas e, até hoje, sequer receberam as Mães ou manifestaram singelos pêsames, sentimentos e solidariedade para as vítimas…


Mães de Maio rebatem Mano Brown e criticam governo Dilma

Foto: Gabriel Soares/Democratize

“Quem virou as costas e, até hoje, sequer receberam as Mães ou manifestaram singelos pêsames, sentimentos e solidariedade para as vítimas das Chacinas de Osasco, Barueri, de Acari, de Fortaleza, do Rosana e de tantas cotidianas contra o nosso povo, foi o Governo Dilma. Infelizmente.”

Na última semana, o vocalista Mano Brown do grupo de rap Racionais, fez uma crítica durante apresentação em São Paulo sobre o posicionamento da periferia em relação ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Brown, a periferia teria “abandonado” a presidenta, se referindo ao posicionamento “isentão” das comunidades mais afastadas sobre o processo de impeachment. Brown também criticou o que chamou de “mobilização das elites”, que teria dando impulso nas ruas para a saída de Dilma Rousseff.

Segundo o instituto de pesquisas Datapopular, essa parcela da população que pertence às classes C, D e E, não se importam necessariamente com a continuidade ou não da petista no Planalto.

A maior preocupação da periferia não é com o impeachment — e sim com a continuidade dos programas sociais e dos benefícios trabalhistas, que durante os últimos 2 anos tem sido alvo de pacotes de austeridade e cortes por parte do governo Dilma.

O posicionamento do vocalista do Racionais gerou repercussão nas redes sociais — positiva e negativa.

Porém, o histórico grupo Mães de Maio parece não ter gostado muito.

Para quem não conhece, esse grupo surgiu após a morte de 493 pessoas, no mês de maio de 2006. Todos os indícios apontam para uma ação efetiva de grupos de extermínio da Polícia Militar, como forma de retaliação aos ataques do PCC naquele ano. As mães e familiares dessas vítimas se uniram em um movimento chamado Mães de Maio.

Em nota, o grupo diz respeitar Mano Brown e entender “a intenção de chamar a população periférica na responsa para os perigosos rumos do país daqui em diante”. Mas “dizer que a periferia virou as costas para Dilma Rousseff”, na opinião deles, “definitivamente não procede”.

“Agora, isso não significa que nós iremos esquecer que foi a cúpula do mesmo PT, a presidenta Dilma Vana Rousseff e o próprio ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que optaram por fechar com as altas elites do país, em detrimento de mudanças estruturais e profundas para os trabalhadores e trabalhadoras, para o povo negro, indígena e periférico — que construímos o Partido deles e os elegemos nas últimas 4 eleições federais”.

A nota do movimento ainda cita a aproximação do governo petista com os grandes bancos, algo que sempre utilizou como crítica histórica do partido, como Itaú e Bradesco, além do “perdão bilionário da dívida da Rede Globo”.

A lei anti-terror e a chacina realizada em Osasco e na grande São Paulo no ano passado, deixando 19 mortos, também foram citadas.

Para ler a nota completa, clique aqui.

By Democratize on April 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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