Estudantes ocupavam prédio da Secretaria da Fazenda, exigindo verba de R$240 milhões para melhorias nas escolas. Com truculência, a polícia…

Jornalista é preso e agredido durante desocupação em Porto Alegre

Jornalista é preso e agredido durante desocupação em Porto AlegreEstudantes ocupavam prédio da Secretaria da Fazenda, exigindo verba de R$240 milhões para melhorias nas escolas. Com truculência, a polícia…


Jornalista é preso e agredido durante desocupação em Porto Alegre

Foto: Mateus Bruxel/Agência RBS

Estudantes ocupavam prédio da Secretaria da Fazenda, exigindo verba de R$240 milhões para melhorias nas escolas. Com truculência, a polícia utilizou spray de pimenta contra os jovens, e ainda efetuou a prisão de um jornalista do Jornal Já.


Pelo menos 43 foram presos durante a desocupação da Secretaria Estadual da Fazenda, em Porto Alegre, nesta quarta-feira (15). A ocupação, que exige investimentos na Educação, foi feita na tentativa dos estudantes de barrar o acordo feito com o Estado para a desocupação das escolas no Rio Grande do Sul.

Após a ocupação dos estudantes, a Brigada Militar ingressou no prédio e fez uma barreira de proteção ao local. Estudantes que estavam do lado de fora iniciaram uma manifestação, que contou com o apoio de professores e servidores do município. Os manifestantes pediam que a polícia liberasse o acesso de advogados e conselheiros tutelares ao prédio para mediar a negociação com os estudantes.

Quando o grupo de manifestantes aumentou, a tropa de choque da BM chegou ao local para ampliar a barreira em frente ao prédio. Houve empurra-empurra e manifestantes foram dispersados com spray de pimenta. Enquanto isso, alunos começaram a ser retirados do prédio e colocados em uma van da BM. Outros usavam as janelas da Fazenda para se comunicar com os manifestantes:

— Estão batendo em meninas e usando spray de pimenta — gritou uma garota.

Foto: Mateus Bruxel/Agência RBS

Segundo informações, advogados dos estudantes reclamaram que não tiveram acesso ao prédio, como foi de Ramiro Nodari Goulart, integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB).

Durante a operação, o jornalista Matheus Chaparini, do Jornal Já, foi preso pela Brigada Militar.

Matheus ainda se identificou como jornalista antes da ação policial, quando tentou sair do prédio. Segundo o jornalista, o capitão Trajano (um dos responsáveis pela operação policial) teria dito: “Pra mim tu tá junto”. Matheus disse que estava cobrindo a pauta, e foi ignorado novamente.

Em sua página no Facebook, Matheus postou:

“Acabo de ser preso pela Brigada Militar enquanto trabalhava cobrindo a ocupação da secretaria da Fazenda. Muita truculência com estudantes que queriam diálogo”.

Durante vários momentos o repórter se identifica como sendo da Imprensa e é ignorado.

  1. 3:50 — o repórter diz: “Sou jornalista não sou policial”
  2. 4:48 -(dá para começar ouvir antes) ele diz: “é o meu trabalho, estou num prédio público cobrindo a pauta”
  3. 6:10 — Representante do conselho tutelar diz: “ele é jornalista vem com a gente”

Segundo o Jornal Já, Matheus foi autuado como manifestante e encaminhado para o 3ªDPPA. Posteriormente, foi levado ao DML no Palácio da Polícia, fazer o exame de delito. Ao jornal, Matheus disse que a polícia foi truculenta e autoritária: “Estava trabalhando e ganhando meu sustento e fui preso”, disse o jornalista.

Matheus foi acusado de 4 crimes, igual aos outros ocupantes: Corrupção de menores, organização criminosa, esbulho possessório e dano ao patrimônio público.

Chaparini já foi encaminhado ao presídio central. Junto com ele estava um outro jornalista, Kevin, que fazia um documentário independente e também foi preso. Chaparini foi liberado por volta das duas da manhã e está em liberdade provisória.

By Democratize on June 17, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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