Ação da Fiesp pelo Impeachment da presidenta Dilma Rousseff estampa nesta terça-feira (29) o portal do jornal Estadão. Fica a questão…

Jornalismo? Site do Estadão estampa chamada da Fiesp por Impeachment

Jornalismo? Site do Estadão estampa chamada da Fiesp por ImpeachmentAção da Fiesp pelo Impeachment da presidenta Dilma Rousseff estampa nesta terça-feira (29) o portal do jornal Estadão. Fica a questão…


Jornalismo? Site do Estadão estampa chamada da Fiesp por Impeachment

Foto: Reprodução

Ação da Fiesp pelo Impeachment da presidenta Dilma Rousseff estampa nesta terça-feira (29) o portal do jornal Estadão. Fica a questão: jornalismo isento não existe, mas e quando os meios de comunicação interferem no questionamento e no livre pensamento?

Não é novidade pra ninguém o posicionamento político dos maiores veículos de comunicação no Brasil, principalmente quando o assunto é o governo de Dilma Rousseff.

Depois de criminalizarem as manifestações em 2013, com editoriais que praticamente imploravam por maior repressão policial contra os manifestantes, parece que a vítima da vez é justamente aquele que os alimentou com enormes verbas de publicidade nos últimos 12 anos: o Partido dos Trabalhadores.

A Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, fez aquilo que já se esperava: lotar os jornais impressos e os portais online com peças de publicidade em apoio ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O que surpreendeu, de fato, foi a forma como foi feita — principalmente no site do Estadão.

Quem conseguiria ler uma notícia sobre política, tentando ao máximo levar em consideração sua capacidade de questionamento e livre pensamento, com um anúncio gigante amarelo, com patos destacados, e a frase: Impeachment Já?

Por essas e outras, o Partido dos Trabalhadores acaba pagando por não ter feito o que havia prometido durante toda a sua história: a regulamentação dos meios de comunicação. Agora, na crise, ‘paga o pato’.

Não se questiona imparcialidade no jornalismo — isso nunca existiu. Todo grupo de comunicação segue uma linha editorial específica. Todo jornalista tem um lado. Mas é preciso o mínimo de coerência, sendo um dos jornais mais lidos do país, para não confundir informação com panfleto político. Nisso, o Estadão e vários outros meios de comunicação acabaram pecando nesta terça-feira.

E no final das contas, isso só demonstra a urgência pela regulamentação desses meios de comunicação, que são controlados por meia dúzia de famílias no Brasil. Trata-se de democratizar o jornalismo e a comunicação social, e não de censura. Na realidade, censura é permitir que 1% da população brasileira controle o que os outros 99% devem saber, através das emissoras de televisão, ou de portais de jornalismo na internet e em revistas impressas.

Estamos vivendo um momento histórico.

E hoje, a mídia que é tão criticada por vários setores da sociedade brasileira, já escolheu seu lado.


Texto por Francisco Toledo, co-fundador e fotojornalista da Agência Democratize

By Democratize on March 29, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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