Em reportagem da Agência Pública, foi analisado todos os casos das mortes cometidas por policiais militares em São Paulo no ano de 2014…

Investigação aponta mortes cometidas por policiais em São Paulo

Investigação aponta mortes cometidas por policiais em São PauloEm reportagem da Agência Pública, foi analisado todos os casos das mortes cometidas por policiais militares em São Paulo no ano de 2014…


Investigação aponta mortes cometidas por policiais em São Paulo

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Em reportagem da Agência Pública, foi analisado todos os casos das mortes cometidas por policiais militares em São Paulo no ano de 2014. Foram 330 ocorrências, mas apenas a mesma história: a do jovem, negro, morador de periferia, suspeito de algum roubo, e que acaba alvejado por tiros da PM.

Reportagem feita por Ciro Barros, Iuri Barcelos e José Cícero da Silva pela Agência Pública de Jornalismo analisa detalhe por detalhe os assassinatos cometidos pela Polícia Militar de São Paulo no ano de 2014. Segundo a investigação feita através dos boletins de ocorrência, roubos motivaram 86% das operações letais; nesses casos, 17 PMs ficaram feridos e nenhum morreu.

O trabalho começou com seis meses de pedidos pela Lei de Acesso à Informação, na tentativa de obter todos os 330 boletins de ocorrência (BOs) que resultaram na morte de 396 pessoas. A burocracia enfrentada para que uma equipe de jornalismo tenha acesso a tal tipo de informação mostra claramente como a política de transparência é um fator a ser analisado de forma crítica na instituição pública, e principalmente quando o assunto é Segurança.

Segundo a reportagem da Pública, o enredo de uma intervenção letal da Polícia Militar (PM) em São Paulo começa com um homem jovem e negro suspeito do crime de roubo nas ruas da capital paulista. A PM sai em perseguição e, quando o encontra, os policiais são supostamente recebidos a tiros. Os PMs então “revidam a injusta agressão”, no jargão dos boletins de ocorrência — ou seja, atiram de volta. E são certeiros: poucos personagens dessa história sobrevivem. As armas das vítimas da PM costumam ser de baixo calibre: apenas seis entre as 271 supostamente apreendidas eram de alta potência, como fuzis ou escopetas.

Gráfico: Agência Pública de Jornalismo

Alguns dos dados coletados pela reportagem:

– a PM mata quando protege o patrimônio: em apenas duas vezes o crime que motivou a intervenção policial foi o homicídio ou latrocínio;
– das armas supostamente apreendidas com as vítimas, apenas 6 das 271 que encontramos eram de grosso calibre;
– apenas 3,5% das intervenções aconteceram nas 10 regiões mais ricas da cidade;
– 85% das vítimas da PM são jovens, 31% menores de idade;
– 65% são negros;

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

Assista ao mini-documentário produzido por Ciro Barros para a Agência Pública sobre o tema:

By Democratize on December 21, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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